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Socorro, virei uma... garota (?)

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Atenção: aviso de alguns spoilers do filme “Socorro, virei uma garota!” Calma. Isso é apenas uma crônica. E não. Não virei uma garota. Mas o Júlio (Victor Lamoglia) virou Júlia (Thati Lopes) no filme de mesmo título dessa crônica (mas sem o ponto de interrogação entre parênteses). Trata-se de uma comédia nacional que eu adorei, dei muita risada, mas que também tem seus momentos de emoção e uma mensagem tocante. Bom, pelo menos para mim... Acontece que, no filme, o Júlio é aquele nerd que tem um amigo nerd e que ninguém está nem aí para ele (e obviamente isso inclui as garotas). Após mais um episódio em que Júlio passa vergonha na frente de todo mundo, ele faz um desejo para uma estrela cadente e pede para se tornar a pessoa mais descolada da escola. Então ele acorda numa realidade paralela em que ele, na verdade, é ela. Nessa nova realidade, tudo é o contrário da realidade canônica (sim, estou usando linguagem de histórias em quadrinhos de super-heróis). Ele é Júlia, a m...

Deus Não Está Morto: Uma luz na escuridão (um paralelo entre o filme e dias de pandemia)

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O dia era 25 de setembro de 2018. Depois de participar de um bate-papo literário muito legal em uma escola na cidade de Crato-CE, fui para o cinema assistir “Deus Não Está Morto: Uma luz na escuridão”, o terceiro filme da franquia que revolucionou o cinema gospel (posso chamar assim, né?). Filme lindo. Extremamente tocante e emocionante. Um filme que, diferente dos dois primeiros, tem o Pastor David Hill (David A. R. White) como protagonista. Aqui, acompanhamos um Pastor Dave despedaçado e sem saber o que fazer após perder seu amigo, o Reverendo Jude (Benjamin A. Onyango) em um incêndio em sua igreja – que vem sofrendo perseguições por estar em um campus de uma universidade pública. Embora eu goste muito do primeiro filme, este terceiro foi especial para mim, por mostrar um lado que muitas pessoas não veem: o lado de que pessoas são humanas e erram, independentemente de cargo. Seja um pastor, alguém da equipe da igreja ou simplesmente um cristão que vai à igreja todo domingo....

50 coisas para fazer fora das redes sociais

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Fala, pessoal! Tudo certo? Hoje vou trazer aqui uma lista diferente, mas deixa eu explicar direitinho: desde o final de novembro do ano passado (2019), estou fora das redes sociais Instagram e Facebook. Algumas coisas pesaram muito para essa decisão, como a toxicidade desses ambientes, por exemplo. Estava cansado de ver tanto discurso de ódio, tanto veneno em um só lugar (ou, no caso, dois lugares). Mas eu também estava cansado de ver tanta falsidade e mentira. Todos sabemos que ninguém é perfeito, não é mesmo? Mas nas redes sociais todo mundo é. E fora aquelas pessoas que têm a necessidade de registrar absolutamente todos os seus movimentos, como fotos de almoço e vídeos e mais vídeos de shows nos stories. Por tudo isso e mais um pouco, decidi sair das redes sociais e investir mais tempo em mim. Ler mais, ver mais séries e filmes, estudar inglês. O aumento em suas horas livres diárias é enorme. E pensando nisso, fiz essa lista de 50 coisas que você pode fazer fora das redes socia...

Um parafuso a mais (Fabrício Carpinejar) – Crítica

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Não é bem uma crítica se a gente gosta do livro, não é mesmo? E esse do Fabrício Carpinejar que encontrei perdido entre os milhares de livros na Biblioteca da cidade onde moro foi um grande achado. Que livro mais gostoso de se ler! Li ele em duas horinhas! Trata-se de um livro de memórias do próprio autor. São 20 crônicas em que o autor relembra sua infância com passagens divertidas, como quando ele pede 300 gramas de bocejo no armazém, quando na verdade queria comprar suspiros (na crônica “Sono de Criança”), e também ao falar de quando colocou sapos na rede do pai e morreu de rir ao descobrir que o pai tinha um medo REAL (na crônica “Os Sapos”). Eu poderia passar muito mais tempo falando de passagens engraçadas deste livro, mas vou guardar as outras surpresas para quando vocês puderem ler. Para fazer o balanço, já que a vida não é só alegria, Carpinejar fez meus olhos encherem d’água na crônica “Quando Comecei a Andar”, na qual ele conta que isso aconteceu no mesmo dia e...

Memórias

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Não deu nem meia-noite ainda e eu já sei que essa noite vai ser longa... Hoje é mais um dia daqueles em que tudo vem à tona. Aquele dia em que as memórias voltam e pegam você de jeito, dando aquela dorzinha do lado esquerdo do peito, vulgo coração. Mil memórias, mil lembranças. De pessoas que vieram e não estão mais aqui. Algumas morreram. Outras não morreram fisicamente, mas morreram para mim. Seguiram seus caminhos, enfim... não fazem mais parte da minha vida. Os anos vão passando, a vida vai mudando, ciclos vão começando e se encerrando, de uma forma tão poética que nem a melhor poesia não saberia decifrar. Essa é a vida. Vão-se os anéis, ficam-se os dedos. Vão-se as pessoas, vão-se os momentos; ficam as memórias! Algumas boas, outras ruins, mas ainda assim... memórias. Nem sempre elas vêm, mas quando vêm... ah quando vêm, prepare-se! Você vai se lembrar de coisas que não lembrava há anos. Momentos. Pessoas. Aquele primeiro beijo, o primeiro amor, aniversários, brigas,...

Os 10 melhores livros que li em 2019

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O ano está acabando! E como esse foi meu melhor ano de leitura, acho justo fazer (pela primeira vez, diga-se de passagem) uma lista dos 10 melhores livros que eu li esse ano. A lista é bem variada, pois esse foi um ano que, por motivos de força maior (leia-se: falta de dinheiro), li muitos livros emprestados, e nem todos os meus amigos tinham livros de suspense (meu gênero favorito) para me emprestar. E para ser bem sincero: isso foi ótimo! Pude variar minhas leituras e descobrir muitos livros ótimos que eu provavelmente não leria se eu fosse comprar livros, já que na maioria das vezes eu compro livros de suspense. Sem mais delongas, vamos à lista! A ordem é decrescente para vocês lerem até o final e descobrirem qual foi o livro que mais gostei. Okay, vocês podem começar do número 1 e ir voltando... 10) 40 dias com os Vingadores (Eduardo Medeiros) Este foi um livro que eu ganhei de presente. E que presente legal! Desde 2018, mergulhei no universo dos super-heróis e passei a acom...

No fundo, somos todos sós

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É como diria a música do Teatro Mágico: “no fundo, somos todos sós”. E não tem nada mais verdadeiro do que isso. Ultimamente tenho pensado muito em como pessoas vêm e vão; entram e saem das nossas vidas. Não pedem licença quando chegam, não se despedem quando nos deixam. Apenas vão. Trocam de amigos, e nós, que éramos tudo, viramos nada. Uma página virada. No português “bem dizido”: se vira, e arruma alguém para conversar, porque eu estou caindo fora! Gabriel o Pensador já dizia em seus versos, na música Tás a Ver: “A solidão apavora, mas a nova amizade encoraja / E é por isso que a gente viaja / Procurando um reencontro uma descoberta / Que compense a nossa mais recente despedida”. Um tremendo tapa na nossa cara. Estamos constantemente nos despedindo. Seja de amigos, colegas, namorados ou namoradas. E assim o ciclo continua infinitamente. Pouca gente chega e fica de verdade. Pouquíssimas pessoas. Dizem que o número não passa dos dedos de uma mão. Está em dúvida? Faça o t...