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O Sonho

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Já faz tanto tempo. Tantos anos se passaram desde que sentei pela última vez na frente do computador para escrever. Exatamente o mesmo tempo que se passou desde que eu e ela terminamos nosso namoro. Na verdade, eu terminei. Talvez seja por isso que eu não tenha me perdoado até hoje; talvez por isso eu nunca a tenha esquecido; talvez seja por que ela foi a minha primeira namorada, meu primeiro amor... Ou então essa é uma das peças que a vida nos prega.             O fato de eu nunca tê-la esquecido sempre dói em mim, principalmente pelo fato de eu não ser para ela o que ela é para mim. Sim, ainda nos falamos. A mágoa já passou há muito tempo, mas o sentimento dela por mim se reduziu a apenas uma longínqua amizade daquelas muito mais de nome do que amizade de fato. Ela já teve o quê? Três, quatro, cinco caras depois de mim? Enquanto eu tive duas garotas depois dela, mas com uma diferença: eu não faço parte dos pensamentos dela, enqu...

The Tender Bar é mais um daqueles filmes que aquecem o coração

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  The Tender Bar (ou, no português, Bar doce lar) chegou na Amazon Prime Vídeo. Com o filme sendo bem recebido nos festivais mundo afora, rendendo, inclusive, uma indicação ao Globo de Ouro como Melhor Ator Coadjuvante para Ben Affleck, fiquei bem curioso para ver essa adaptação inspirada no livro de memórias do escritor J.R. Moehringer, vencedor do prêmio Pulitzer em 2000.   Em 1h45min, o filme passeia pela infância e início da fase adulta do então aspirante a escritor J.R., sendo vivido por Tye Sheridan (Jogador nº1) e pelo estreante ator mirim Daniel Ranieri. O elenco ainda conta com grandes nomes como Christopher Lloyd (De Volta Para o Futuro) no papel do avô e Ben Affleck (Batman vs Superman) como o Tio Charlie.   Ben Affleck merece mesmo essa indicação ao Globo de Ouro, pois sua atuação está ótima nesse filme. Ele interpreta o tio de J.R., que faz as vezes de pai, ensinando regras de “como ser homem”, enquanto atende seus clientes no The Dickens Bar, que le...

Mantendo o equilíbrio

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                                H oje é segunda. A primeira das férias da faculdade após um quinto semestre que foi quase que literalmente de explodir cabeças. Significa que pela primeira vez em muito tempo terei as noites livres para descansar um pouco a mente. E, cara, como eu precisava disso!             E cá estava eu, vendo clipes de músicas no YouTube, aproveitando meu tempo livre. Depois de algumas, começa “Essas Horas”, do Gabriel Elias com o Vitin, vocalista da banda Onze:20, e eu me permito viajar, cantando bem alto e nem ligando para a minha mãe que está no quarto ao lado. Eu adoro essa música, ela é bem romântica e praiana. Enquanto eu cantava, ideias vinham na minha mente para escrever. Há meses eu não escrevo, porque para mim a escrita não é apenas escrita, ela vem do meu estado de espírito; eu preciso estar na vibe, no cli...

Os 10 melhores livros que li em 2020

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 Vamos lá para mais uma lista aqui no blog. No ano passado, fiz um post com os 10 melhores livros que li em 2019 e curti o formato. É bom para relembrar livros lidos ao longo do ano, ao mesmo tempo em que dou dicas para a galera que cair de paraquedas nesse blog que ainda resiste bravamente em tempos que blogs não existem mais. Eu sei, 2020 foi um ano muito louco. A pandemia do novo coronavírus chegou e virou nossas vidas de cabeça para baixo, mas no quesito leitura minha vida continuou estável: não alcancei o número de livros lidos no ano passado (24), mas cheguei bem perto disso, pois li 20 livros em 2020 (muito 20, né? rsrs). Foram 16 livros inéditos, duas releituras de dois dos meus livros favoritos do Harlan Coben ("Não conte a ninguém" e "Seis anos depois", que li mesmo  seis anos depois da primeira vez...) e dois livros lidos a trabalho (trabalhar com revisão de texto lendo livros é mais que perfeito!). E agora, sem mais delongas, vamos à lista. Ah, e não se ...

Tranquilo como uma manhã de domingo

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                                Sabe, não é fácil ser uma pessoa intensa. Principalmente nos dias de hoje. Pessoas enjoam umas das outras rapidamente; em um mês, se faz e se perde um “amigo”. Já aconteceu comigo tantas e tantas vezes que perdi as contas. Literalmente.             Mas felizmente (ou infelizmente), eu sou essa pessoa intensa. Sou o cara que se joga de cabeça em tudo que faço: estudos, trabalho, relacionamentos, sejam eles amorosos ou de amizade. E por sempre me jogar de cabeça, aos 28 anos coleciono várias fraturas. Nada externo, tudo interno.             Ser carente é depender dos outros para estar bem, é necessitar que alguém valide sua felicidade. E isso não é legal. O prêmio de consolação é que não sou assim todos os dias. Só em alguns, confesso. E esses dias... ...

Homens também são vítimas de relacionamentos abusivos

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Nos últimos tempos tem chegado até mim muito conteúdo que trata de relacionamentos abusivos. Notícias, reportagens de TV, escândalos que repercutem na internet e que trazem sempre o assunto à tona. Assunto de extrema importância para ser discutido, com toda certeza. Mas venho aqui trazer um viés diferente: o do homem. Calma, não vim defender o abusador; vim lembrar que, como está no título do texto,  homens também são vítimas de relacionamentos abusivos.  Obviamente jamais defenderei que uma mulher continue em um relacionamento desse tipo; é claro que existem muito mais mulheres no papel de abusadas (eu sei que essa palavra é feia, mas não encontro outra; por favor, perdoem-me) do que homens; e mais uma vez repito: a ideia aqui não é endeusar os homens e criticar a luta das mulheres contra os absurdos que muitos caras cometem, e sim lembrar que o inverso também acontece. Falo com propriedade  porque já estive em um relacionamento abusivo  em que eu fui a vítima. Eu s...

O que poderia ter sido...

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É, não está fácil. Lá se vão dois anos. Dois longos anos. Hoje eu estou em um daqueles dias que a gente fica chorão (sim, homem também chora) e, só para variar, é em você que eu penso. A ficha ainda não caiu, sabia? Como transformamos aquilo nisso? Como passamos de duas pessoas apaixonadas para duas pessoas que não aguentavam mais olhar para a cara um do outro? Eu penso muito nisso. Em nós. O tempo ajuda a pensar nos erros que cometemos (e foram muitos), mas muitas vezes não temos a chance de remediá-los. O que teria sido de nós sem as brigas bobas? Ainda estaríamos juntos se tivéssemos deixado o orgulho um pouco de lado e conversado para nos entendermos? Difícil responder, mas tenho um leve sentimento de que a resposta é um “sim”. Começamos tão bem. Lembro-me dos sorrisos que eu te arrancava com aquelas piadas horrorosas que eu fazia só para quebrar o gelo. Lembro-me dos nossos momentos juntos, deitados, minha mão na sua, olhando o teto e fazendo planos... Planos que fo...