Feed Rodolfo Escritor

sábado, 19 de maio de 2012

Ela Disse Sim

Que coisa mais maluca, não? Eu já estava deitado, ouvindo a última música do dia (ou da noite, no caso) quando me surge essa inspiração maluca de escrever algo sobre ‘eu e ela’. Agora vem a parte mais difícil: o que escrever?

A música inspiradora é “Marry Me” (Train) e depois de pensar um pouco, decidi escrever sobre o dia em que a pedi em casamento. Relação total com a música, não é?

Depois de conhecê-la em uma festa começarmos a conversar, sairmos, namorar e depois noivar... Era chegada a hora da melhor e mais difícil decisão da minha vida. Digo difícil pela minha timidez, pois pedi-la em casamento exigiria uma porcentagem mínima, para não falar zero, de vergonha para tudo sair bem bacana.

Eu não sou de fazer maluquices, mas queria fazer algo diferente, que impressionasse. Sem ideias, pedi ajuda ao meu irmão. Ele pensou, pensou, pensou... E enfim me falou:

--- Mano, eu tive uma ideia, mas ela é realmente louca e você vai ter muita coragem.

--- Estou dentro!

Só para dar uma noção geral para vocês, leitores; eu tenho uma casa de campo. Ela tem dois andares e uma laje enorme que é nosso ponto oficial do “churras” de fim de mês, ou início, enfim...a hora que dá na telha. Já tiveram ideia de qual é o plano?

***


Estava um domingo ensolarado, era coincidentemente dia dos namorados e a cerveja estava geladinha. Perfeito! Perfeito também para um pedido de casamento... Na laje se encontravam eu, minha agora esposa e seus pais, meu irmão e a namorada, papai e mamãe e mais dois amigos nossos.

Quando o relógio bateu 15h, olhei para o meu irmão, que me deu uma piscadinha discreta. Fui bem para a pontinha da laje; atrás de mim, a 30 metros de altura estava o chão. Que perigo! Pigarreei e comecei a falar.

--- Pessoal, que lindo dia! Dia perfeito...perfeito para comer um churrasquinho, tomar uma cerveja e também para relembrar algumas coisas – olhei para ela. Relembrar que já faz quatro anos que estamos lado a lado; agüentando estresses e TPMs, alegrias, tristezas e tudo mais...

Parei um instante. Os olhos dela brilhavam. É lógico que ela sabia o que eu ia fazer, mas não imaginava como!

“Mano!” Fiz um sinal para ele me jogar a aliança e no momento em que a recebi, me desequilibrei; tropecei e caí.

Não consegui ver o rosto da minha agora esposa na hora do ocorrido, mas meu irmão avisou minha cunhada, que gravou o feito. Acreditem, a situação foi crítica!

O que acontece é que lá em baixo tinha um big colchão inflável e eu caí em cima dele. Rapidamente peguei uma cartolina que estava do lado do colchão e segurei-a, tampando meu rosto.

--- Siiiiiiiiiiiiim !!! Gritou ela com uma voz emocionada.

Ela estava respondendo à pergunta que estava na cartolina: “Quer Casar Comigo?”.

Hoje, sempre que vejo meu irmão, não consigo pensar de onde ele tirou aquela ideia, mas, sem dúvida, foi a maluquice mais bem recompensada da minha vida. Tenho muito a agradecê-lo pela brilhante ideia. E tem mais uma coisa: minha esposa nunca mais me deixou sozinho em um lugar alto depois do feito. Porque será? Acho que ela ficou com medo de mais surpresas.


domingo, 13 de maio de 2012

Dia das Mães Sem a Mãe


O dia das mães está aí. Qual é a graça de passa-lo longe da sua? Essa, para mim, é a data mais triste do ano. Estranho seria se fosse a mais feliz, não é?

A caneta escorrega lentamente pelo papel, não vêm inspirações para escrever. Minha mãe é meu porto seguro, a mulher em que em mais confio e... e já estamos longe desde dezembro de 2007.

Meus pais se separaram em 25 de julho de 2004 (me lembro como se fosse hoje). Foi um grande choque para mim; sofri demais à época, e preciso confessar: talvez sofro até mais nos dias de hoje. Fiquei com meu pai até 07 de janeiro do ano seguinte, quando fui morar com a minha mãe e passar os três melhores anos da minha vida.

Depois, em 2007, vim para cá e nunca mais voltei. Minha vinda a São Paulo teve como finalidade a minha vida profissional e posso dizer que tenho lentamente cumprido aqui meus projetos.

Mas nada se iguala a ter a mãe do lado; a ‘véia’, como eu costumo chamá-la. Cinco anos sem férias, provavelmente se encaminhando para sete. SETE. Sete anos sem ver a mãe... Sinceramente, não sei se vou agüentar.

A tristeza me toma e eu não tenho nada a fazer. Acho que chorar pode ser uma boa ideia para descarregar toda a tristeza e tensão pela qual tenho passado. Fazer o que; é a vida né? O pedido que trago aqui é: aproveite muito a sua mãe, caso tenha oportunidade. Dói só de lembrar que existem pessoas como eu por aí e também aquelas que perderam suas mães...

Obrigado pela leitura dessas poucas linhas; esse é o texto de dia das mães. Fiz questão de não escrever ficção para essa data.

Tudo que narrei aqui é realidade. Triste realidade... Até semana que vem!


Rodolfo Andrade

sábado, 5 de maio de 2012

Você Fez Isso!


Você fez isso, porra! Eu confiei em você, eu me entreguei à você e... Não acredito até agora no que aconteceu!

Você realmente fez isso; destruiu a nossa família. E tudo em troca de quê? De uma noite na cama com o nosso vizinho? Que merda! Você não pensou na gente. Não, não e não!

Eu já sabia que aquele filho-da-mãe do nosso vizinho ficava te observando e foi por isso que eu mandei colocar cortinas no nosso quarto. Ou você não sabia que todo dia ele ficava te olhando quando você ficava nua para se trocar? Pelo jeito sabia... Mas depois do que você fez não confio mais em nenhuma palavra que você me disser.

Você acha que vou me esquecer daquela cena? O único dia em que eu tive que trabalhar à noite e você aproveita para deitar com aquele traste na nossa cama? Não, eu não vou esquecer! E lembrar que momentos antes eu ia tranqüilamente no carro ouvindo uma estação de rádio que havia descoberto naquele mesmo dia: a “Jazz Music Station”. Som alto, sorriso no rosto e cantando junto minhas músicas favoritas...

Nunca vou perdoar aquele cara. Muito menos você! Se ele era solteiro e cobiçava a mulher dos outros, cabia a você sair dele ao invés de se deixar levar. Agora sabe o que acontece? Você ganha uma puta grana de pensão (e nem cuida do nosso garoto) e eu, além de me sentir o corno do século, para acabar de completar... sou obrigado a pagar um aluguel caro pra cacete!

Quero que vocês se explodam e que nunca mais apareçam na minha frente!

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