Feed Rodolfo Escritor

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

"Pause"

Olá galera!

Passando aqui para dizer que estou dando um "pause" nas atividades do blog Rodolfo Escritor. Gostaria de agradecer a todos que me prestigiaram e que me prestigiam passando por aqui para ler minha simples criações.

O motivo desse "pause" foi a minha vitória na disputa para colunista do blog "Os Desmandamentos". Portanto, no próximo ano, pelo menos, lá será minha nova casa literária. Quem quiser e puder visitar, eu e meus textos estaremos por lá esperando vocês...

Vou tentar passar por aqui de tempos em tempos, mas não sei se conseguirei. Bom, é isso! Obrigado mais uma vez.

Rodolfo Andrade

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Concurso "O Novo Colunista do Blog Desmandamentos"

Olá galera! Passando aqui para dizer que eu sou um dos cinco finalistas do concurso que vai eleger o novo colunista do blog literário "Os Desmandamentos". É uma ótima oportunidade para minha carreira de escritor.

Estou participando com o poema "Poema das Músicas Internacionais" , que pode ser visto aqui no blog (http://rodolfo-escritor.blogspot.com.br/2012/01/poema-das-musicas-internacionais.html) ou no proprio blog "Os Desmandamentos".

A 2ª e última fase é de votação pela internet. A votação vai até quarta-feira (19/09) e quem tiver mais votos será o vencedor. Peço então a ajuda de vocês... Votem, divulguem, marque seus amigos no Facebook, mencione no Twitter, enfim... Toda e qualquer ajuda será bem vinda .

Eis o link para a votação: http://www.desmandamentos.com/p/concurso.html

Conto com a participação de vocês! Desde já, muito obrigado!

Rodolfo Andrade

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Querido Diário (Parte 2)


Querido diário, tudo bem? Eu sei que você não vai me responder, mas deve estar tudo bem, já que está ligado, me dando acesso à internet e tudo mais...

Enfim, falei que não voltaria mais por aqui, mas estou começando a gostar dessa ideia de conversar com você (risos). E sabe o que me traz aqui dessa vez? Sim, é ela novamente... Ah, minha garota. Cada vez mais sinto meu coração bater mais forte por ela. Mas o que será isso? Queria muito descobrir...

Sabe o que aconteceu dessa vez? Eu descobri mais uma qualidade entre as muitas que eu já conhecia: ela desenha. Mas, apesar de desenhar muito bem, não gosta de holofotes e sempre diz que não é pra tanto. Acredita que até isso me encanta? Esse jeitinho meigo me deixa tão... Ah, sei lá. Às vezes perco as palavras quando falo sobre ela.

Criei coragem e mostrei para ela tudo que escrevi aqui da última vez; ela gostou. E, sabe, eu fiquei muito feliz por isso. No mesmo dia que mostrei meus escritos para ela, tive a honra de poder ver seus desenhos. Pirei na hora! Nossa, como ela desenha bem!

Tive então uma ideia: ela bem que poderia fazer um desenho para mim, não é? Passei a ideia para ela quando, no dia seguinte, conversávamos por mensagens de texto. E o melhor foi que ela aceitou a dica e disse que faria mesmo um para mim.

E, é claro, adorei meu presente! Ela fez um desenho parecido com outro que ela tinha me mostrado, só que com uma diferença principal: o meu estava muito melhor. Veja abaixo a harmonia entre música e natureza; uma magia sem igual, gostos que temos em comum.

Veja as notas musicais flutuando em meio à árvore com seus grandes galhos secos de outono, e também as notas ao pé da árvore... Tudo se encaixa perfeitamente. Vou guardar esse desenho comigo para sempre. Pode ser simples (como ela mesmo sempre diz), mas é nas simplicidades da vida que se encontram as maiores riquezas: felicidade e lembranças de bons momentos.

Agora trocamos a sequência e é minha vez de escrever algo para ela...

sábado, 25 de agosto de 2012

Ponto Final


Ela é magrinha e usa óculos
Ela é alta e... bem alta.
Mas sei lá...
Ela me atrai.

Por algum motivo ela me atrai.
Motivo esse desconhecido por mim.
Mas pra quê descobrir?
Assim está bom.

Eles a chamam de feia.
Eu não ligo. Afinal...
A verdadeira beleza não vem de fora,
Vem do coração.

A verdadeira beleza que eu sei que ela tem
É isso! Talvez seja isso que esteja nos aproximando.
É irreversível agora
Eu a amo. E ponto final.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Amizade Entre Homem e Mulher


É o seguinte: prometo que não vou prolongar esse texto, até porque eu estou com uma preguiça danada de escrever. Aí os leitores perguntam: “Porque está escrevendo?” Porque é necessário! Acho que não vou mais suportar vivenciar certas coisas e não escrever sobre elas...

Por favor, alguém aí me fala porque é tão difícil (diria quase impossível) acreditar em uma amizade entre homem e mulher? Alguém me diz porque que quando um casal de jovens amigos vai ao cinema, todos ficam achando e/ou comentando que vai rolar um “pega” no escuro? E por fim, alguém me conta o porque de tanta falação quando dois amigos saem abraçados passeando no shopping, ou no parque, ou seja lá onde for?

Como diria meu irmãozinho: “Ah, meu ô!”. Fala sério! E a coisa piora quando os dois amigos são solteiros. Mas eles são só amigos! É difícil entender isso, não é? E se cada um tivesse seu/sua namorado(a)... a galera toda ia dizer que era traição, chifre e coisas piores...

Acho que tudo isso só acontece porque a visão da sociedade em relação a um homem e uma mulher e suas possíveis relações está, literalmente, bagunçada! É possível, sim, uma amizade verdadeira entre homem e mulher, e ela pode começar de onde menos se imagina, como num esbarrão no meio da rua ou no famoso “busão” lotado.

Um grande filósofo postou em seu Twitter mais ou menos assim:

“O homem que só procura uma mulher para beija-la e outras coisas mais... Estará sempre sozinho quando precisar”.

E vice-versa...

A vida não é só sexo, drogas e rock n’ roll (como diz o ditado). A vida não é só beijos e carícias numa balada. Mais cedo ou mais tarde a pessoa vai precisar desenvolver uma amizade muito forte para aquela força nos momentos ruins.

Só para terminar: eu tenho essa amizade e você?

E ah, antes de finalizar gostaria de dizer que meu texto não tem nada a ver com o da "Isto É", na verdade eles pegaram a minha ideia. Brincadeirinha....

sábado, 11 de agosto de 2012

Arrepios

Sabe o que é isso? São arrepios...
Arrepios causados pelas lembranças que ela me traz.
Lembranças ruins? Que nada! Longe disso...
Lembranças boas, muito boas dos momentos que passamos juntos sempre que nos vemos.
Suas mãos nas minhas, seus beijos calientes e sugadores feito beijos de cinema...
Ah seus beijos! Puts, como eu sou viciado naquela garota! Ela beija bem.
Ela me ensinou a beijar como eu sei hoje e, pelo que ela fala, aprendi muito bem a lição.
Quando a gente está sentado e eu passo a mão na sua coxa. Ah, ela pira...
Por um momento finge que não gosta e tira minha mão de cima da sua coxa com muita força, mas depois...
Depois ela mesmo leva minha mão novamente em direção a sua perna e começa a mexer de uma forma a me ensinar as curvas do seu corpo.
Tudo isso no escuro de uma esquina de rua abandonada ou na luz suave da lua na varanda da sua casa – nossos lugares preferidos.
Aquela varanda que já foi palco de tantos dos nossos amassos, de beijos longos, de puxões de cabelo e mordidas de lábios seguidas de um “eu te amo”...


Nós somos um casal diferente, isso é verdade. Nos vemos quando nos dá na telha, a qualquer hora do dia ou da noite e sempre rola uma coisa diferente, uma química diferente, algo realmente só nosso.
Além disso, não somos presos um ao outro e vez ou outra saímos, beijamos e fazemos outras coisinhas com parceiros diferentes... É inexplicável.
Mas ela tem uma atenção especial, um sentimento especial por mim, que eu retribuo com muito prazer. Eu diria que temos uma amizade-colorida.
E enquanto isso ela define nossa relação com a frase de uma das músicas do Cazuza:
“O nosso amor a gente inventa pra se distrair...”
Concordo com ela!
Não falei dela em si ainda, não é?
Ela tem um corpinho razoavelmente perfeito(se é que me entende). Um corpinho que eu abuso com muito gosto; que eu aperto, beijo, mordo e que se arrepia quando eu faço isso...
Cabelo vermelho, piercings no nariz, no lábio inferior esquerdo (argolinhas), na sobrancelha e em lugares que não posso mencionar aqui. Além disso, ela tem sete argolas na orelha direita.
Usa uma maquiagem pesada, preferencialmente a cor preta, gosta de usar roupinhas curtas que deixem seu belíssimo corpo à mostra...
Ah, eu também a chamo de “a garota das tattoos”. Sério, ela tem várias. Mas nenhuma a deixa vulgar, cada uma tem seu charme... A que eu mais gosto é o dragão enorme que surge do seu pescoço e termina nas nádegas. Nossa! Me arrepiei de novo em relembrar o dia em que pela primeira vez eu pude ver o dragão por inteiro; todas as curvas do seu corpo só para mim, cada uma essencialmente posicionada para deixa-la perfeita.
No pé, ela tem uma com as iniciais do meu nome. Ela não teve medo de que um dia isso fosse acabar. E que seja eterno enquanto dure!
Ah que saudades daquela gatinha! Ela está viajando a trabalho há quase um mês e a vontade de morder cada parte do seu corpo aumenta a cada dia. Esse nosso amor selvagem, estranho... que me domina, que me arrepia.
Arrepios tomam conta de mim... Só ela tem esse poder, só ela consegue fazer isso comigo!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Lance Armstrong - De Volta à Vida


“Mais que um campeão do mundo, um campeão da vida.” É assim que destaca a capa de trás desse livro. Sabe por que? Simplesmente porque Lance Armstrong é sim mais que um campeão do mundo, um campeão da vida. Mas quem é Lance Armstrong? O que aconteceu com ele? O que ele fez para ser esse campeão da vida?

É o seguinte: Lance Armstrong é, nada mais nada menos, que um dos maiores ciclistas de todos os tempos, campeão sete vezes (o único a conseguir o feito) do Tour de France, considerada por muitos a prova de resistência física mais difícil do planeta. Além de ser o maior vencedor do Tour, venceu também um inimigo fulminante que nem todos conseguem vencer: o câncer.

Nesse livro emocionante e revelador, Armstrong conta tudo. Desde sua infância até o ano 2000, quando ganhou seu segundo Tour de France. Desde cedo ele já não gostava tanto de estudar, preferia praticar algum esporte. Começou com a natação, sendo meio que “humilhado” no time B de onde ele treinava. Provou para todos que era capaz, subiu para o time A e surpreendeu. Parecia que teria um futuro promissor na natação, mas foi aí que descobriu o Triatlo – esporte que é junção de natação, corrida e ciclismo. Começou a se destacar no Triatlo, ganhando suas primeiras medalhas... Daí descobriu sua paixão pelo ciclismo; descobriu que a bicicleta era seu porto seguro, o lugar onde se sentia bem.

Lance Armstrong teve um apoio fundamental: de sua mãe, Linda, a quem dedica os primeiros capítulos do livro. Linda foi a pessoa que sempre o apoiou, mesmo quando todos falaram mal dele e o “apedrejaram”. No início, sem patrocínio, era ela que bancava as viagens para os campeonatos e se orgulhava quando o filho voltava com um troféu ou uma medalha. Esse era um dos objetivos de Lance: sempre vencer, sempre deixar todos para trás e no dia em que desacelerou para outro vencer – isso foi no segundo Tour de France – ele foi mal visto por causa disso.

Os anos foram se passando e a carreira de Armstrong decolando. Conhecido como um ciclista agressivo, afobado e sem estratégia, ele aprendeu muito com seus técnicos que pegavam muito no seu pé por conta disso – certas vezes ele perdeu corridas já ganhadas por conta de ataques em horas inapropriadas, deixando seus patrocinadores furiosos.

Sua carreira ia caminhando para ápice quando, em 1996, descobriu o câncer. Um câncer de testículo já em estágio avançado e que acabara de atingir seus pulmões com vários tumores que o estavam prejudicando nas corridas. A doença foi descoberta certo dia quando ele estava com muita dor no testículo, uma dor insuportável que não o deixava nem se sentar direito; além disso, um dia antes, ele tinha tido muita dor de cabeça e havia cuspido sangue – o que o havia deixado em choque.

Lance entrou em total estado de choque. Quando tudo enfim foi se encaixando, a única coisa que ele tinha na cabeça era que ele estava derrotado, que sua carreira estava acabada e que ele já era. Em uma ligação para Bill Stapleton, seu amigo e empresário ele inclusive fala, assim que descobre o câncer:

“--- Acabou tudo. Estou doente. Nunca mais vou poder correr e vou perder tudo.”

Também não é para menos. O que faríamos nós se descobríssemos um câncer – sendo ou não atletas -?. Com certeza teríamos a mesma reação. Uma reação que só foi possível ser mudada graças a ajuda da pessoa que sempre esteve ao seu lado, sua mãe, além de sua namorada à época, Lisa, e seus amigos. Eles foram cruciais para todo o processo até chegar à cura!

O problema de Lance Armstrong era mais grave do que o esperado. Além de vários tumores nos pulmões, foram encontrados cistos em seu cérebro. O que indicava que a doença estava em estágio muito, muito avançado.

O ciclista teve que passar por duas intervenções cirúrgicas. A primeira foi a retirada de um de seus testículos, mas antes ele teve que ir num banco de esperma para guardar sua última tentativa de ser pai. Segundo o próprio Armstrong, um dos momentos mais constrangedores de sua vida. A segunda cirurgia foi no cérebro. Logo após começaram as sessões de quimioterapia.

As cirurgias correram bem, inclusive a segunda, a mais perigosa e mais temida, não deixou nenhuma sequela. Armstrong caminhava agora para a fase maçante do tratamento: a quimioterapia. Foram meses e meses de quimio, cinco dias por semana. O Armstrong que começou o tratamento foi realmente muito forte para conseguir terminá-lo e muitos dizem que se ele não tivesse toda a força de vontade que ele teve, toda a garra.. talvez hoje não teríamos a oportunidade de ler essa história emocionante.

Náuseas, vômitos, tonturas, dor de cabeça... Esses são apenas alguns dos sintomas da quimioterapia. Lance diz em determinado capítulo que ele reserva só para o tratamento da quimio, que havia dias em que ele só queria ficar com a cabeça dentro de uma lixeira vomitando ou coberto dos pés a cabeça.

Em 13 de dezembro de 1996, Lance Armstrong enfim recebeu alta. Estava, naquele momento, curado. A doença, segundo os médicos, poderia voltar em um ano e até lá ele teria que se cuidar direitinho e mudar seus hábitos. Mas agora viria algo, não diria pior, mas sim difícil que era voltar à vida depois do câncer. Psicologicamente não era a mesma coisa e Lance teve medo durante muito tempo de que a doença voltasse. Acordava de madrugada pensando estar doente e coisas do tipo... Realmente não foi fácil.


Passou muito tempo longe da bicicleta, não queria voltar. Voltou e disse que queria parar porque não se sentiu bem após uma série de más resultados nas suas corridas de reestréia. Mas em 1998 ele decidiu de vez voltar a correr apenas corridas selecionadas e treinar mais. Após Bill fazê-lo desistir da aposentadoria, ele começou a treinar forte para voltar a correr. Treinava todos os dias 5,6,7 horas para melhorar sua forma física.

A essas alturas já estava casado com Kik, uma executiva especialista em finanças que ele havia conhecido durante uma coletiva de imprensa falando da fundação de crianças com câncer que ele queria fundar (e que conseguiu!). Ela o apoiava em tudo e ele exalta isso no livro com todas as letras, que se não fosse ela, ele não correria novamente. Falando em fundação, Lance ‘inventou’ uma corrida beneficente para arrecadar fundos: o Passeio das Rosas, corrida que virou tradição.

Em 1999, Lance conquistou seu primeiro Tour de France e isso ele narra em cada detalhe no livro. Cada etapa da prova, estratégias e tudo mais... Quando cruzou a linha de chegada em primeiro lugar só conseguiu falar uma coisa:

“--- Estou em estado de choque. Estou em choque.”

Mesmo assim, os repórteres chegaram a falar que ele teve um excelente desempenho não porque ele treinou forte, mas porque alguma droga da quimioterapia o ajudou no Tour. Foi a vitória para celebrar a volta de um guerreiro, a volta de um batalhador, de um homem que não desistiu do sonho!

No ano seguinte, 2000, seu nome nem era cotado para vencer o Tour de France e ele foi lá e massacrou novamente seus adversários. Mostrou para todos que 1999 não tinha sido mero acaso. E tinha um detalhezinho a mais: ele acabava de ser papai. Seu filho, Luke, havia nascido há pouco tempo e já via seu pai conquistando a maior prova do ciclismo mundial. Que orgulho!

E aí acaba o livro, nessa parte, logo após o Tour de 2000, mas antes, nas páginas 227 a 229 ele fala como um professor; um professor da vida e diz sábias palavras, palavras que merecem atenção especial. Um livro que conta a trajetória emocionante de um guerreiro de dentro e fora das pistas. Essa com certeza é um livro que, se lido, deixa marcas e aprendizados que serão levados para toda a vida.

De 1999 a 2006, Lance venceu o Tour sete vezes seguidas, até que decidiu que era hora de se aposentar. Mas não parou com o esporte, não resistiu e continuou correndo; voltou às origens e hoje pratica o Triatlo, além de se dedicar à Lance Armstrong Foundation.

Frases


Esse também é um livro com muitas frases, muitas passagens marcantes e selecionei algumas aqui para vocês.


“Faça de cada obstáculo uma oportunidade”

Durante a vida encaramos todos esses tipos de coisas: lutamos contra muitos revezes, lidamos com tantos fracassos, abaixamos tantas vezes a cabeça e continuamos em pé, tentando ter um pouco de esperança.”

O que é mais forte: a esperança ou o medo? É uma boa pergunta interessante...”

Mexa-se, mantenha-se em movimento. Se você ainda conseguir se mexer, não está doente.”

Não foi só subir na bicicleta e já sair ganhando. Houve muitos altos e baixos, bons resultados e péssimos resultados. Só que dessa vez não me deixei influenciar pelos fracassos”

As coisas acontecem, há uma confluência d eventos e circunstâncias, e nem sempre sabemos o propósito, a razão ou ao menos se há um propósito ou uma razão.”

A definição de coragem é a seguinte: a qualidade de espírito que permite ao ser humano desafiar o perigo com firmeza e sem medo”

Se tem uma coisa que não gosto de ouvir, é que não vou conseguir fazer alguma coisa. Essa é a melhor maneira de me convencer de que eu sou capaz.”

sábado, 21 de julho de 2012

Cedo ou Tarde


Cedo ou tarde a gente vai se encontrar, tenho certeza numa bem melhor...”

Realmente, é o que eu mais quero! Dizem que a primeira namorada a gente não esquece; mas no meu caso eu não esqueci da minha primeira “quase” namorada. Você foi a melhor coisa que me aconteceu e eu fiz questão de nunca esconder isso... Até mesmo depois da nossa “separação” (inexplicável separação!). Não é preciso mais do que um parágrafo para dizer que, se eu pudesse, correria agora para os seus braços, pois você me marcou, garota. O tempo passa, as pessoas mudam, mas você continua no meu coração. Só tenho boas recordações de você, das nossas conversas... E se eu pudesse (ah se eu pudesse!) voltaria no tempo. Voltaria até chegar em você e “lutaria” mais; pois hoje sofro por ter desistido tão rápido após as circunstâncias que culminaram nisso tudo, na nossa “separação”. Para encerrar, eu te deixo um recado: Meu amor, cedo ou tarde a gente vai se encontrar...

sábado, 14 de julho de 2012

Não Posso Parar


Vários amigos escritores já me falaram que é normal ficarmos um tempo sem escrever, sem ter inspiração. Para quem estava escrevendo loucamente como eu há quase dois anos, confesso que essa fase sem inspiração está me assustando.

É o seguinte: desde que comecei a criar textos para o blog são criações e mais criações, texto e mais textos surpreendentes até para mim; acredite se quiser. Escrevi ficção, realidade, ficção com realidade, artigos, textos reflexivos e agora me encontro nessa situação: totalmente sem inspiração. E logo agora que comecei meu projeto de escrita de um livro de contos... Não, eu não posso desistir nesse momento. Eu não posso parar!

Poxa, escrever é uma paixão que eu tenho e não escondo de ninguém; zoem o quanto quiserem, pois uma das minhas marcas é sempre zoar junto. Digo sem meias palavras: EU AMO ESCREVER! E nesse mundo da escrita, há muitas pessoas que me incentivam, assim como também há muitos que desprezam totalmente o que eu faço e não estão nem aí. Quem são esses? Não escondo que entre eles está aquele que deveria ser meu maior incentivador: o meu pai. Mas deixa isso para lá, não quero trazer minhas tristezas para esse texto. Repito: podem tentar, mas eu não vou parar!

Alguns me conhecem um pouco mais a fundo a ponto de saber que várias inspirações, vários textos saem das músicas – tanto que esse é o tema da coletânea de contos. E esse aqui não foi diferente. A música inspiradora foi “Can’t Stop” da famosíssima banda de rock – uma das minhas favoritas e que dispensa apresentações – Red Hot Chili Peppers. Eu nem sei sobre o que fala a letra dessa música, mas eu só precisei do título, da mensagem principal para escrever essas linhas.

Confesso que, para escrever tudo isso, estou rachando a minha cuca. Nessa fase em que não estou criando praticamente nada, escrever esse texto está fazendo sair fumacinha da minha cabeça. Acredite, estou me esforçando muito.

Enfim... Acho que já escrevi demais. Agradeço aos que me ajudam, aos que me dão aquela força para continuar no caminho árduo que um escritor precisa percorrer até chegar ao topo. E aos que não estão nem aí para o que eu faço, que se explodam todos! Não vou citar nomes; sei que os que lerem vão se encaixar em um dos dois – confesso que a maioria estará na primeira dedicatória, já que os que não me apoiam e me criticam são realmente uma minoria.

Para finalizar, a palavra do escritor: desistir não é do meu estilo; não costumo fazer isso e poder crer que vou continuar escrevendo até realizar todos os meus sonhos e projetos, seja com inspiração ou até mesmo forçando quando estiver sem inspiração. Uma coisa já coloquei dentro de mim: não vou parar, não posso parar!

sábado, 7 de julho de 2012

Resumindo a Vida


“Nasci, cresci, morri. Sabedoria nesse meio termo adquiri, momentos vivi e disso nunca esqueci.”

A Rainha do Castelo de Ar


E chegamos então ao último livro da Trilogia Millenium. Emoções da primeira à última página, assim como nos outros dois livros da série. Stieg Larsson encerra magistralmente sua Trilogia Best-Seller Mundial que já conta, mais ou menos, com 50 milhões de livros vendidos.
Depois de terminar o 2º livro (A Menina Que Brincava Com Fogo) quase morta com uma bala na cabeça, Lisbeth Salander passa praticamente toda a história do 3º livro no hospital em Sahlgrenska. Mas não é por conta disso que a história se torna monótona, muito pelo contrário. Junto com ela, seu pai - que ela já havia tentado matar duas vezes -, Alexandre Zalachenko - espião russo que viveu protegido na Suécia durante mais de trinta anos. A causa dos ferimentos na cabeça dele fora a machadada que Lisbeth havia lhe dado afim de matá-lo.
Lisbeth estava sendo indiciada por várias e várias coisas e seria julgada assim que estivesse recuperada.
Enquanto ela estava internada, travava-se uma verdadeira guerra do lado de fora por conta dos acontecimentos. Um departamento da Sapo denominado "A Seção" (que também seria o título do bombástico livro de Blomkvist) quer de toda a forma internar novamente Lisbeth Salander em um hospital psiquiátrico, assim como haviam feito quando ela tinha doze anos. E a Seção não mede esforços para que isso se concretize.
Evert Gulberg, agente há muito tempo e com uma doença que está acabando com sua vida, aparece no meio do livro e não dura muitas páginas... Ele vai até o hospital e, sem dó nem piedade, coloca uma bala na cabeça de Zalachenko - que, neste momento do livro, exige à Seção que acabe com Lisbeth para que ele não conte nada do que sabe. Logo em seguida, ele vira a arma para si próprio e se suicida.
Do outro lado da história, Mikael Blomkvist core contra o tempo fazendo uma investigação paralela para descobrir os podres de tudo o que aconteceu e de toda a teoria da conspiração contra Lisbeth Salander. E ele não mede esforços.
No tempo que se passa até o julgamento de Lisbeth, várias coisas acontecem: Mikael começa a escrever um livro contando a história de Lisbeth - e obtém a ajuda dela, após muita luta - , que é lançado no 3] dia do julgamento causando muito impacto na mídia; a Seção age e coloca escutas na redação da revista Millenium e na casa de Mikael, além de encomendar sua morte para um assassino com uma metralhadora (isso acontece em um restaurante enquanto ele jantava com sua amiga/amante Erika Berger; Anika Gianinni (advogada e irmã de Blomkvist) é a escolhida para representar Salander no tribunal...
Um fato que merece ser citado é a mudança de ares de Erika Berger, que troca a Millenium para trabalhar em um jornal chamado Svenska Morgon-Posten (mais conhecido como SMP). Lá as coisas são bem diferentes do que ela imagina e Larsson acaba colocando Berger em uma enroscada quando alguém começa a persegui-la e chamá-la - através de e-mails, pichações e até pedradas na vidraça de sua casa - de "puta nojenta". É um mistério à parte que nos prende até que ele revele que se trata do assistente de redação de Erika, que havia estudado na mesma escola que ela e tinha um ódio por ela.

Enfim, é chegado o dia do início do julgamento de Lisbeth Salander e o que parecia impossível, acontece. Com uma performance surpreendente, a advogada Anika Gianinni joga a procuradoria, representada por Richard Ekstrom, no chão e Salander é absolvida de todas as acusações. Além da soltura de Lisbeth, são presos, após uma minuciosa investigação que teve Mikael Blomkvist como principal detetive, todos os elementos da "Seção" e também o doutor Peter Teleborian, que havia internado Lisbeth numa clínica de reabilitação quando ela tinha seus doze anos e que estava cuidando para que isso acontece de novo.

Quando tudo parecia tranquilo, Stieg Larsson elabora todo um contexto para um final com uma luta alucinante entre Lisbeth e o gigante loiro - seu meio irmão com analgesia congênita, Ronald Niederman.

E para encerrar de vez, Stieg Larsson enfim, para a alegria dos leitores, resolve amolecer o coração de Lisbeth Salander e faz com que ela aceite novamente Mikael Blomkvist em sua vida. Como amigo. Eles ficaram dois anos sem se falar e, nesse tempo, Blomkvist tentou de todas as maneiras falar com ela, mas sem sucesso. Porém, mesmo sem ela falar com ele, Blomkvist ajudou-a com todas as forças e ela reconheceu isso no final.

E aqui termina a Trilogia Millenium. Uma obra perfeita para os amantes dos livros de ação e suspense. Não podemos esperar mais livros de Stieg Larsson, pois o autor morreu misteriosamente logo após entregar a Trilogia aos seus editores. Só nos resta descobrir autores tão bons quanto Larsson...



sábado, 30 de junho de 2012

A Menina Guerreira


Taís. Essa é a garota!

Estudante de nutrição, dezoito anos, belíssima com seus cabelos longos e seu olhar penetrante, sem time de preferência, fã incondicional do Metallica e guerreira. Literalmente guerreira.

De segunda a sexta ela pega no batente as 8h, mas, para isso, acorda as 5h30 e toma dois estressantes metrôs super-lotados. Eu nunca vi uma garota com tanta força, com tanto gás como ela. Sei lá, parece que ela é incansável!

Seu horário de estágio vai das 8h as 13h; ela gosta desse horário e também da empresa. Pretende seguir carreira por lá. De segunda, quarta e sexta, sai correndo para entrar as 14h em outro estágio obrigatório. Droga de faculdade! Pra quê tanto estágio obrigatório?

Sim, ela é uma guerreira, mas é que as vezes tudo se torna tão estressante que se tem vontade de socar algumas pessoas até elas sangrarem. Justamente quando está assim, ela vai até a academia do irmão, coloca as luvas e vai treinar boxe para descarregar um pouco a adrenalina. O irmão já sabe que quando ela soca sem parar, com o olhar realmente furioso, é que está muito nervosa. Em dias tranquilos, ela luta sorrindo e brincando. Certas vezes, quando a raiva está acima do normal, ela entra, dá “oi”, coloca as luvas, atravessa toda a extensão da academia com o olhar baixo e desconta toda a sua raiva no saco de areia. Várias vezes ela chegou a derruba-lo.


Esses treinos servem para acalmá-la, pois sua sala na faculdade é, digamos, estressantemente estressante. Em uma sala formada por 90% das famosas piriguetes, ela muitas vezes é incluída nesse grupo. E isso ela não suporta. Mas é lógico que ninguém é de ferro, muito menos a Taís, que discute algumas vezes por semestre com suas coleguinhas safadinhas. A última discussão foi há dois meses, quando ela levantou sua colega alguns centímetros do chão e quase arrebentou a cara dela após sofrer provocações de mau gosto. Seguraram sua mão na hora do nocaute.

Aos fins de semana, a nossa garota gosta de ler, escrever, desenhar e, é claro, ouvir muita música – rock, de preferência. Às vezes um passeio no shopping com as amigas ou uma festinha. Pizza com o mano, guerrinha de travesseiros, passear com a Dara, sua cadela de estimação... Ficar com a família, arrumar sua bagunça e inspirar seus amigos a escrever sobre ela.

Essa é a nossa Taís, a menina guerreira!


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Apaixonados e Suas Músicas VIII


Amor, eu sinto a sua falta”
(Nando Reis – Por Onde Andei)

Ninguém pode ler pensamentos, mas se pudesse, veria qual meu estado de espírito nesse exato momento. Eu que sou um iceman por fora, estou com meu coração na mão por causa do erro que cometi. Erro que não poderia ser cometido de maneira nenhuma, principalmente por um cinquentão experiente como eu.

Eu traí. Confesso: eu traí. E estou arrependido do que fiz. O que vai dizer minha esposa que é fiel a mim desde que estamos juntos? Eu traí a confiança dela e acho que não tem mais volta. Estou voltando do motel a essas horas – são 23h18. O que ela vai me perguntar quando eu chegar em casa? Só desejo, pelo menos, que nossos filhos estejam dormindo.

Espero que ainda dê tempo de dizer que andei errado”

Essa música tocando no rádio, o vento batendo no rosto, as lágrimas descendo. Algo me diz que ela não vai me querer mais em casa e a falta dela já é sentida por mim, antes mesmo da separação. Como diz a letra, só espero que ainda dê tempo... A ansiedade toma conta de mim e meu coração está tão acelerado que parece que vou ter um pire-paque.

Cenas se confundem na minha mente: um filme de tudo que passei com a família durante todos esses anos; agora penso no que aconteceu há alguns minutos... O quarto do motel, a banheira com aquela garota sedutora, nua, me chamando para a perdição. Que droga! Como eu não resisti?

O que eu te dei foi muito pouco, quase nada...”

Só agora vejo o quanto fui um mau marido para ela. Eu não a valorizei durante todos esse anos; pouquíssimas vezes saí com ela para jantar depois de casados; não dei carinho a ela... Para falar a verdade, é ela que tem todos os motivos para trair, não eu.

O último semáforo antes de chegar em casa está fechado. São trinta segundos. Ele abriu. Viro à direita e logo aciono o controle do portão para que ele abra. Entro lentamente com meu Audi na garagem...

Se alguém soubesse ler mentes, acho que nem conseguiria ler a minha... O nervosismo toma conta de mim e, logo após eu fechar a porta do carro, ela aparece na minha frente.

--- Oi amor...

domingo, 17 de junho de 2012

Apaixonados e Suas Músicas VII


Tenha um pouco de fé”
(Jessie J – Casualty Of Love)

Oh meu amor, só eu sei como você está. Toda a frustração que você está passando agora pertence a mim. Quando nos casamos, eu disse "sim" para saúde e doença; alegrias e tristezas e pode ter certeza que eu vou sempre estar do seu lado.

Todos passam por um momento ruim na vida - ou mesmo vários -, mas você é forte; sei que vai conseguir. Quando nos casamos, há três meses tudo estava as mil maravilhas na sua vida: um bom emprego, família estruturada, saúde estável. Mas tudo desmoronou de repente e hoje assim está você: sem emprego após a empresa em que você trabalhava falir, uma anemia que está te fazendo mudar muito seus hábitos e sofrer com isso. E o pior: ter que lidar com o falecimento do seu pai por conta de um ataque cardíaco. É, as coisas não estão nem perto de ficar tudo bem.

"Basta fechar os olhos, pegar minha mão".

Mais uma vez repito: I'm here!. Sim, eu estou aqui para o que der e vier e pode ter certeza que cumprirei minha papel de esposa. Eu te amo, e esse amor é o que vai nos dar forças para vencermos essa guerra, aliás, essa batalha; pois tenho certeza de que virão outras depois e que nós as venceremos juntos.

"Podemos não ter as respostas..."

Sim, isso é verdade. Nada está garantido; o futuro é uma caixinha de surpresas, mas, como já falei, estaremos juntos sempre. O velho ditado já dizia: "a união faz a força..."





sábado, 9 de junho de 2012

Apaixonados e Suas Músicas VI




“Você só precisa de amor”
(Jason Mraz – Up)

E aqui estou para dar todo o amor que você precisa! Sem você não tem mais graça viver, não tem sentido acordar com um sorriso no rosto, ou então sair desejando bom dia para todo mundo. Ouça a música, sinta a mensagem que ela lhe passa... Você só precisa de amor e eu estou aqui. Oh meu doce amor, renda-se aos meus sentimentos e vamos juntos passar por tudo o que o destino nos reserva.

"Você pode simplesmente amar qualquer coisa no seu destino".

E que tal me amar? Veja tudo ao seu redor; depois faça o balanço. Eu sou o seu destino, você é o meu destino. Nascemos um para o outro e, mais cedou ou mais tarde, nós iremos ficar juntos, nem que seja no último dia de nossas vidas. Eu te amo e nada vai mudar isso.

Eu só preciso de uma chance para mostrar que nós nascemos para ficar juntos. Uma chance. Aquele dia da roda gigante eu nunca vou esquecer... Relembrando a cena chega até a ser engraçado: nós dois prestes a nos beijar quando você inventa de dar peti e ficar com medo da altura. Poxa, aquela situação foi lamentável. O que me deixa mais triste é que você vem me evitando desde aquele dia e o que eu espero escrevendo tudo isso é que você abra os olhos e veja que quem te ama está muito mais perto do que você imagina. Ao seu lado...

E não pense que irei desistir de conquistar seu coraçãozinho, viu? Afinal...

"Amor é tudo de que você precisa".



domingo, 3 de junho de 2012

Apaixonados e Suas Músicas V




“Acordei com o som de uma chuva torrencial que levou embora um sonho sobre você”.
(Skid Row – I Remember You)

Porque eu fui acordar daquele sonho? Estava tão bom... A gente estava se entendendo, tudo girava ao nossos favor. A gente ia ficar junto para sempre, mas não... Eu acordei com aquela chuva.
Normalmente, nós esquecemos os sonhos, mas esse... Ah, esse eu não esqueci nenhum detalhe! Você sempre marcou presença na minha vida e lembrar de você depois de tanto tempo em um sonho tão lindo, para mim, foi muito gratificante. Mas tudo acabou. Eu acordei...
"O vento sussurrava e eu pensei em você".
Assim começou o sonho: eu estava na praia em um dia sem sol, mas com um vento perfeito. De repente você me veio à mente. Eu sorri. Abri os olhos e, como num passe de mágica, ali estava você, bem na minha frente com cabelos soltos, óculos escuros e sorrindo para mim. Ficamos nos olhando por um momento, até que você me estendeu a mão e eu levantei. Isso pode soar irônico, mas eu, no sonho, não estava sonhando e uma sensação gostosa me tomou quando eu peguei na sua mão macia. Não sabia dizer o que era...
Nos colocamos a andar por aquela praia já quase deserta... De mãos dadas, a gente tinha uma conexão muito bacana. Mas algo estava estranho: a gente não falava. Apenas sorrisos, abraços e gestos.
"Eu queria ouvir você dizer: eu lembro de você".
Mas você não falava nada... E eu também não conseguia falar. Você não deve saber, mas eu lembro de você todos os dias depois que tudo acabou; não posso esconder que ainda te amo. Para mim, bastaria se eu soubesse que você ainda sente o mesmo.
Em determinado momento você parou, virou de lado e eu também, de forma que ficamos frente a frente. Nós íamos nos beijar. Foi quando ouvi um barulho de chuva ao longe; ele foi aumentando, aumentando e quando estávamos quase juntando nossos lábios... eu acordei.
A chuva caía lá fora...

sábado, 19 de maio de 2012

Ela Disse Sim

Que coisa mais maluca, não? Eu já estava deitado, ouvindo a última música do dia (ou da noite, no caso) quando me surge essa inspiração maluca de escrever algo sobre ‘eu e ela’. Agora vem a parte mais difícil: o que escrever?

A música inspiradora é “Marry Me” (Train) e depois de pensar um pouco, decidi escrever sobre o dia em que a pedi em casamento. Relação total com a música, não é?

Depois de conhecê-la em uma festa começarmos a conversar, sairmos, namorar e depois noivar... Era chegada a hora da melhor e mais difícil decisão da minha vida. Digo difícil pela minha timidez, pois pedi-la em casamento exigiria uma porcentagem mínima, para não falar zero, de vergonha para tudo sair bem bacana.

Eu não sou de fazer maluquices, mas queria fazer algo diferente, que impressionasse. Sem ideias, pedi ajuda ao meu irmão. Ele pensou, pensou, pensou... E enfim me falou:

--- Mano, eu tive uma ideia, mas ela é realmente louca e você vai ter muita coragem.

--- Estou dentro!

Só para dar uma noção geral para vocês, leitores; eu tenho uma casa de campo. Ela tem dois andares e uma laje enorme que é nosso ponto oficial do “churras” de fim de mês, ou início, enfim...a hora que dá na telha. Já tiveram ideia de qual é o plano?

***


Estava um domingo ensolarado, era coincidentemente dia dos namorados e a cerveja estava geladinha. Perfeito! Perfeito também para um pedido de casamento... Na laje se encontravam eu, minha agora esposa e seus pais, meu irmão e a namorada, papai e mamãe e mais dois amigos nossos.

Quando o relógio bateu 15h, olhei para o meu irmão, que me deu uma piscadinha discreta. Fui bem para a pontinha da laje; atrás de mim, a 30 metros de altura estava o chão. Que perigo! Pigarreei e comecei a falar.

--- Pessoal, que lindo dia! Dia perfeito...perfeito para comer um churrasquinho, tomar uma cerveja e também para relembrar algumas coisas – olhei para ela. Relembrar que já faz quatro anos que estamos lado a lado; agüentando estresses e TPMs, alegrias, tristezas e tudo mais...

Parei um instante. Os olhos dela brilhavam. É lógico que ela sabia o que eu ia fazer, mas não imaginava como!

“Mano!” Fiz um sinal para ele me jogar a aliança e no momento em que a recebi, me desequilibrei; tropecei e caí.

Não consegui ver o rosto da minha agora esposa na hora do ocorrido, mas meu irmão avisou minha cunhada, que gravou o feito. Acreditem, a situação foi crítica!

O que acontece é que lá em baixo tinha um big colchão inflável e eu caí em cima dele. Rapidamente peguei uma cartolina que estava do lado do colchão e segurei-a, tampando meu rosto.

--- Siiiiiiiiiiiiim !!! Gritou ela com uma voz emocionada.

Ela estava respondendo à pergunta que estava na cartolina: “Quer Casar Comigo?”.

Hoje, sempre que vejo meu irmão, não consigo pensar de onde ele tirou aquela ideia, mas, sem dúvida, foi a maluquice mais bem recompensada da minha vida. Tenho muito a agradecê-lo pela brilhante ideia. E tem mais uma coisa: minha esposa nunca mais me deixou sozinho em um lugar alto depois do feito. Porque será? Acho que ela ficou com medo de mais surpresas.


domingo, 13 de maio de 2012

Dia das Mães Sem a Mãe


O dia das mães está aí. Qual é a graça de passa-lo longe da sua? Essa, para mim, é a data mais triste do ano. Estranho seria se fosse a mais feliz, não é?

A caneta escorrega lentamente pelo papel, não vêm inspirações para escrever. Minha mãe é meu porto seguro, a mulher em que em mais confio e... e já estamos longe desde dezembro de 2007.

Meus pais se separaram em 25 de julho de 2004 (me lembro como se fosse hoje). Foi um grande choque para mim; sofri demais à época, e preciso confessar: talvez sofro até mais nos dias de hoje. Fiquei com meu pai até 07 de janeiro do ano seguinte, quando fui morar com a minha mãe e passar os três melhores anos da minha vida.

Depois, em 2007, vim para cá e nunca mais voltei. Minha vinda a São Paulo teve como finalidade a minha vida profissional e posso dizer que tenho lentamente cumprido aqui meus projetos.

Mas nada se iguala a ter a mãe do lado; a ‘véia’, como eu costumo chamá-la. Cinco anos sem férias, provavelmente se encaminhando para sete. SETE. Sete anos sem ver a mãe... Sinceramente, não sei se vou agüentar.

A tristeza me toma e eu não tenho nada a fazer. Acho que chorar pode ser uma boa ideia para descarregar toda a tristeza e tensão pela qual tenho passado. Fazer o que; é a vida né? O pedido que trago aqui é: aproveite muito a sua mãe, caso tenha oportunidade. Dói só de lembrar que existem pessoas como eu por aí e também aquelas que perderam suas mães...

Obrigado pela leitura dessas poucas linhas; esse é o texto de dia das mães. Fiz questão de não escrever ficção para essa data.

Tudo que narrei aqui é realidade. Triste realidade... Até semana que vem!


Rodolfo Andrade

sábado, 5 de maio de 2012

Você Fez Isso!


Você fez isso, porra! Eu confiei em você, eu me entreguei à você e... Não acredito até agora no que aconteceu!

Você realmente fez isso; destruiu a nossa família. E tudo em troca de quê? De uma noite na cama com o nosso vizinho? Que merda! Você não pensou na gente. Não, não e não!

Eu já sabia que aquele filho-da-mãe do nosso vizinho ficava te observando e foi por isso que eu mandei colocar cortinas no nosso quarto. Ou você não sabia que todo dia ele ficava te olhando quando você ficava nua para se trocar? Pelo jeito sabia... Mas depois do que você fez não confio mais em nenhuma palavra que você me disser.

Você acha que vou me esquecer daquela cena? O único dia em que eu tive que trabalhar à noite e você aproveita para deitar com aquele traste na nossa cama? Não, eu não vou esquecer! E lembrar que momentos antes eu ia tranqüilamente no carro ouvindo uma estação de rádio que havia descoberto naquele mesmo dia: a “Jazz Music Station”. Som alto, sorriso no rosto e cantando junto minhas músicas favoritas...

Nunca vou perdoar aquele cara. Muito menos você! Se ele era solteiro e cobiçava a mulher dos outros, cabia a você sair dele ao invés de se deixar levar. Agora sabe o que acontece? Você ganha uma puta grana de pensão (e nem cuida do nosso garoto) e eu, além de me sentir o corno do século, para acabar de completar... sou obrigado a pagar um aluguel caro pra cacete!

Quero que vocês se explodam e que nunca mais apareçam na minha frente!

domingo, 22 de abril de 2012

Querido Diário


Querido diário digital, tudo bem com você? Eu sei que é estranho um garoto da minha idade escrever em um diário, mas digamos que essa é uma super-exceção. Sabe o que é? É que eu não tenho liberdade para falar sobre esse assunto com meus amigos, além de não querer. Eu acho isso meio pessoal, se é que você me entende... Juro que não vou demorar muito e ah, essa ideia de diário digital é ótima! É só abrir o Word e mandar ver. Então lá vou eu...

Meu caro computador, sei que você não vai responder às minhas perguntas, mas será que...? Ai que vergonha! (risos). Nunca conversei esse assunto com ninguém, de forma que você é o primeiro e talvez o único. Tá curioso, não é? Está bem, eu vou parar de enrolar.

É uma garota (oooooh). Sim, uma garota. E a cada dia que passa, para mim, ela vai se tornando a garota. A gente faz curso junto e nos vemos uma vez por semana. As duas vezes em que ela faltou, senti muito a falta dela; bateu saudades. Será que isso é um sinal?

O engraçado é que a gente estudava na mesma sala e não tínhamos nos falado ainda, até uma certa vez em que nos encontramos no bebedouro. Eu estava conversando com uma amiga quando ela chegou e eu, automaticamente, já falei com ela; foi bacana. O primeiro sorriso que ela me deu naquele dia foi marcante e posso garantir que está gravado na minha memória. Adoro o sorriso dela, acho muito lindo.

Daí a gente se enturmou já de primeira no intervalo e nos separamos novamente na sala. Na saída eu a vi a caminho do ponto de ônibus e decidi fazer companhia. Foi muito legal! Eu simplesmente adorei! Pena que os quinze minutos que passamos ali voaram e logo ela teve que ir embora.

Ela é uma menininha muito estilosa e eu adoro o jeito: simpática, sorridente, bom gosto para músicas... Ah, ela é sensacional! Suas roupas a deixam mais bela e de um jeito único.

Quando estou ao lado dela, me sinto bem. Aliás, muito bem... O que é isso? Queria muito descobrir. Só sei que ela me passa uma ótima sensação quando estamos perto. Sei lá, eu não consigo explicar.

Mal posso esperar para vê-la novamente! E enquanto isso não acontece, vou lembrar dela de outra forma: uma música.

“Por Enquanto – Cássia Eller”

Um dia cantamos juntos essa música. Brisamos, isso é verdade, mas foi legal. Além disso, falei para ela que ia lembrar dela todas as vezes que eu escutasse essa música e, realmente, isso tem acontecido.

“E quando penso em alguém só penso em você...”

sábado, 14 de abril de 2012

Causos do Transporte Público


Geralmente quando se ouve falar em transporte público, já passa um frio na espinha de muita gente que lembra que, no dia seguinte, já vai ter que encarar essa jornada novamente. Ônibus, metrô, trem e se bobear até os táxis futuramente...

Vamos fazer uma perspectiva do dia de um trabalhador: o cidadão acorda as quatro da “matina” (suponhamos que esteja frio), lava o rosto com aquela água importada (do Alasca!), toma aquele cafezinho quentinho e finalmente sai de casa com duas calças, três blusas e ainda munido de luvas e touca. Primeiro ônibus: o ponto dele é o segundo, mas já acabaram-se os bancos... Então ele tem que ir em pé. Consegue estacionar em um lugar razoavelmente perto da saída e o ônibus começa a encher, encher, encher... De repente aquilo se torna uma lata de sardinha (não pior que seu próximo transporte). Enfim ele desce e vai para a estação pegar um metrô. No metrô é o seguinte: só entra quem é bom! Se não tiver estrategicamente posicionado, a pessoa nem entra. Mas nosso amigo trabalhador consegue o feito e pega aquele metrô tão lotado (mas tão lotado!) que não precisa nem segurar nos famosos “ferrinhos”. Ele vai tranqüilamente espremido entre um e outro... E na volta, o mesmo trajeto; quando o cidadão chega em casa novamente, já se passa das 19h.

Ruim, não é? Mas há um ponto positivo em andar de transporte público: apesar de toda a raiva que a pessoa passa, isso é recompensado por umas figuraças que aparecem do nada falando ou fazendo baboseiras muito loucas. Há alguns dias, dentro de um ônibus (olha só!) eu vinha trocando histórias malucas com ‘um mano e uma mina’. A gente tinha acabado de se conhecer no ponto. Aí está mais um poder do transporte público: fazer amigos. E é verdade! Tenho amigas e amigos que podem comprovar o que eu digo (risos)...

Nessa conversa saiu cada pérola que, na hora, eu disse que isso viria a ser um texto. Cumpro agora a minha promessa!

Já imaginou a pessoa descer pelo lado errado no metrô? Não? Pois então imagine! Foi assim: no metrô, apesar de ter portas dos dois lados, só se pode descer por um. Mas de repente, ao abrir-se as portas de ambos os lados, a mulher dá um salto brutal parecendo Maurren Maggi e desce... do lado proibido. Pensa aí e tenta imaginar a mulher, que deveria estar naqueles dias...

--- Dona, a senhora não pode descer desse lado. Disse o guardinha.

---Eu não saio daqui! Não vou sair daqui! Quero ver quem vai me tirar daqui!!!

--- Mas senhora...


--- Não, eu não vou atravessar todo o metrô para descer do outro lado.

Não sabemos, pois as portas fecharam-se e a mulher ficou lá...


Outro dia no busão para o “trampo” encontrei um cara que era muito doidão! É o seguinte: normalmente os ônibus vem aquela lata de sardinha... Naquele dia, continuava uma lata de sardinha, só que com algumas a mais... E tinha um cidadão que, apesar de todo o aperto, brincava a cada ponto que subia mais gente.

--- Aí, vamos dar um passinho pra frente, gente! Aqui na frente só tem um pneu e ele vai estourar! Tá muito pesado.

E nisso, todo mundo ficava rindo do bom humor do cara.


No mesmo ônibus, até o motorista que estava na linha era doidão. Era um careca com um bigode tão grande que quase chegava no queixo. A vista não era tão bonita! Além disso, ele era bruto nas respostas: em um dos pontos, um garoto ficou travado na porta e disse:

--- Oh meeeeerda! Eu tenho que subir nesse ônibus! Iaí “motô”...

--- Oh meeeeerda! Num vai dar, não! Pega o de trás porque eu tenho horário!

E acalerou o ônibus com a porta aberta e o carinha pendurado.

--- Para aí, para aí motorista que eu vou descer!

O motorista parou, o garoto desceu e logo em seguida uma mulher falou, brava:

--- Ai que ônibus lotado!

--- A senhora quer comodidade? Vai de táxi!

Realmente, esse foi um dos ônibus mais malucos que eu peguei na minha vida.


Ah, tenho também que destacar que no metrô é o único lugar que você faz milagres: se segura em pé sem pegar em nada e até consegue “flutuar”! É, eu disse flutuar! Faz o teste: experimenta tirar o pé do chão em um metrô lotado... Com certeza ele não volta mais para o chão. 


De manhã, o transporte público, mesmo lotado, é cheirosinho. Perfumes que vão de Ferrari, passando naqueles mais ralézinhos do Boticário e chegando nos “M.F.” (Meio de Feira) deixam o ambiente tão perfume que chega a enjoar. Eita! Mas concorda aí que é melhor do que o aroma da volta: aquele cheirinho agradável de desodorante vencido, ou aqueles misturados com novos perfumes que pioram a situação...

Homens tarados de sacanagem com as mulheres (principalmente as bonitas!), empurrões aqui e ali, cotoveladas, pisões em unhas encravadas... Ai ai, transporte público!


E para encerrar o “Top Five” das pérolas do transporte público, preciso falar do que aconteceu no ponto e no ônibus de onde veio a inspiração para escrever tanta porcaria. Bom, lá estávamos no ponto a meia hora esperando até chegar o ônibus. E passou o primeiro lotado. O motorista fez um gesto estranho; gesto em que o ‘mano’ que estava ao meu lado ficou seriamente analisando se ele havia ou não mostrado o dedo do meio para nós ... Mistério!

Aí, quarenta minutos depois passou outro. Dessa vez não vazio, mas também não lotado. Mas algo inesperado aconteceu: o motorista (já de idade) parou o ônibus e...esqueceu de abrir a porta. Ele ficou contando o dinheiro, depois olhou para as unhas e só depois que uma mulher bateu na porta é que ele, com uma ve-lo-ci-da-de abriu. Quando a gente pensou que tinha acabado, o senhorzinho esqueceu de abrir a porta para uma mulher que ia descer. Detalhe: ela ficou um bom tempo gritando lá do fundão para ele abrir a porta...


É por essas e outras histórias que eu digo: transporte público é um barato (não no preço, é claro!) e nos faz viver várias experiências marcantes, loucas e inesquecíveis.

sábado, 7 de abril de 2012

Um Apaixonado Agradece


Porque as coisas para mim são sempre mais difíceis? Que droga! Tudo (eu disse tudo mesmo!) que eu planejo dá errado... Estou cansado disso!

Mas entre todas as dificuldades, tem uma que está me matando aos poucos: aquela garota. A mais linda, a mais inteligente, a garota! Tenho que admitir que meu estilo é, digamos, diferente: poucos amigos, solitário, passeios diferentes... Meio difícil conquistar uma pessoa para ficar do seu lado com essas características. De repente eu me pego amando. Que sensação bacana! Mas como sempre, há algo de “errado”.

Difícil encontrar uma garota com meu estilo e quando isso acontece ela está longe de mim? Separados por km e km de distância meu coração chora, grita ansioso pela sua presença junto a mim.

Hoje, tudo que eu mais quero é amá-la! Poder dizer, olhando nos seus olhos, o quanto gosto dela, o quanto queria que ficássemos juntos... Poder abraça-la, pegar sua mão e sairmos pela rua; um lindo casal de namorados. Ela me faz feliz, mesmo a distância. Ah, eu só peço a Ti, Senhor, que faça uma de suas surpresas e me leve para perto dela, ou mande-a para perto de mim.

Um apaixonado agradece!

sábado, 31 de março de 2012

Feedback - Especial 100 posts

De onde vem tanta inspiração? Digo "tanta" pq ñ 100 posts em apenas um ano de blog (o Rodolfo Escritor faz niver em abril), pra mim, é uma marca mt bacana. Desses 100 posts, foram 2 vídeos e + 3 q ñ são textos. O resto é criação.

Tentando responder a pergunta, fiz 1 levantamento dos textos q escrevi desde o ano passado até esse exato momento e nomeei, pra melhorar + a situação, 6 categorias pra vcs verem de onde vem essa inspiração toda... rsrs

São elas: dia-a-dia, pessoal, tristeza, sem explicação, garotas e músicas.

Um texto pd ser encaixado em uma ou + categorias; varia mt da situação e da inspiração q tive p/ criá-los... Eu ia colocar aki só o total, + decidi deixar a lista inteira pra vcs apreciarem...


INSPIRAÇÕES

  • Atlântica, a Menina da Floresta: dia-a-dia
  • Só Mais Uma Chance: músicas
  • Os Filhos Sempre Sofrem Mais: músicas
  • Ao Lado de um Grande Homem: dia-a-dia
  • Com Você: músicas
  • Um História Com Um Final Não Feliz: dia-a-dia, tristeza, pessoal
  • Abraço de Amigo: dia-a-dia, tristeza
  • O Paulão e a Empregada: dia-a-dia
  • O Poder da Música: músicas, pessoal
  • A Influência das Redes Sociais: dia-a-dia
  • Textos Profissionais: pessoal, garotas
  • Você em Mim: pessoal, garotas
  • Desabafo de um Revoltado: pessoal, garotas
  • Acabou: garotas, músicas
  • Amor de Twitter: dia-a-dia, músicas, garotas
  • Sainha Vermelha: dia-a-dia
  • O Último Texto: pessoal, tristeza
  • Escrever: pessoal
  • Dançando na Chuva: sem explicação
  • Sinto Falta de Você: músicas, garotas, pessoal
  • O Enfermeiro e a Paciente: dia-a-dia
  • Paciência: pessoal, garotas
  • Um Halloween Inesquecível: sem explicação
  • Amizade de Busão: pessoal, garotas
  • O Homem da Máscara Permanente: músicas
  • Dançando na Chuva (parte 2): dia-a-dia
  • Causos do Transporte Público: dia-a-dia
  • Amizade de Busão (parte 2): pessoal, garotas
  • Seu Sorriso: músicas, garotas
  • Cedo ou Tarde: pessoal, músicas, garotas
  • Vida de Solteiro: pessoal, dia-a-dia
  • Distância: garotas
  • Assassinato no Natal: sem explicação
  • Ano Novo Longe da Mamãe: pessoal, tristezas
  • Apaixonados e Suas Músicas I: músicas
  • Apaixonados e Suas Músicas II: músicas
  • Apaixonados e Suas Músicas III: músicas, pessoal, garotas
  • Apaixonados e Suas Músicas IV: músicas
  • Ela Disse Sim: músicas
  • Você Vai Morrer: dia-a-dia
  • Um Apaixonado Agradece: músicas, pessoal, garotas
  • Não Saia da Linha: sem explicação
  • Relatos de uma Garota em Pânico na Sexta-Feira 13: sem explicação
  • Até Quando: sem explicação
  • Escrevendo ao Som de uma Canção: músicas
  • Não Sei: sem explicação
  • O Futuro de um Desempregado: dia-a-dia
  • O Que Você Me Fez: sem explicação
  • Poema das Músicas: músicas
  • Poema das Músicas Internacionais: músicas
  • Sentimentos: sem explicação
  • A Culpa é do Sorvete: dia-a-dia
  • A Farsa: pessoal, tristezas
  • A Pobreza No Brasil e no Mundo: dia-a-dia
  • A Vida e Suas Simplicidades: dia-a-dia, músicas
  • Computador Travando: dia-a-dia
  • Covardia: dia-a-dia
  • Eu Não Entendi: pessoal, garotas
  • Idiota: pessoal, garotas
  • Mulher: dia-a-dia
  • O Lobo Solitário: pessoal
  • O Teste: sem explicação
  • Para Você: sem explicação
  • Pense Antes: dia-a-dia
  • Saudades de Você, Papai: músicas, pessoal
  • Amor Diferente: Pessoal, garotas
  • Poema Misterioso: pessoal, garotas, tristeza
  • Dane-se: sem explicação
  • Amizade Entre Homem e Mulher: dia-a-dia, garotas
  • Tarde Demais: garotas
  • A Minha Sogra: sem explicação
  • M...: garotas
  • Ele é Sherlock Holmes: dia-a-dia
  • Você Fez Isso: músicas
  • Fome: sem explicação 

    O q acontece qndo vc ouve mt (mt música, cm no meu caso!)? Inspiração. O q acontece qndo vc tm mts amigas? Inspiração. O q acontece qndo vc está triste? Inspiração. O q acontece qndo vc está de bm c/ a vida? Inspiração. O q acontece qndo vc vê algo de diferente na rua? Inspiração.

    Normalmente um escritor nunca revela suas fontes de inspiração (na vrdd estou revelando apenas uma porcentagem das inspirações c/ essas categorias), + vcs, leitores do blog Rodolfo Escritor podem desfrutar das minhas.. Rsrsr

    C/ exceção de alguns pokos ainda na fila de espera, a maioria dos textos tá disponível no blog. Fikem a vont's pra passear por aki e matar a curiosidade de ver algum (ou alguns)

    Encerro por aki, finalizando 1 texto que engloba três. Cm assim? É, assim msm! Além do feedback, pude juntar aki dois textos q estavam a bastante tmpo na minha kbeça pedindo pra serem escritos: "De Onde Vem Tanta Inspiração" e o "Internetês", ou vcs ñ acharam estranho o modo cm escrevi? rsrs...

    Estamos aee pra mais e mais.

    Abraços!

    Rodolfo

sábado, 24 de março de 2012

Tarde Demais

Eu não imaginei, nem me passou pela mente que a nossa história fosse tomar esse rumo tão dramático para mim. Não houve mortes, nem sequestros como acontecem em alguns romances... Aliás, houve uma morte: meu sentimento por você.

Te conheci por um acaso durante um atendimento onde eu trabalho. Você foi até lá para comprar uma rasteirinha tamanho 37, cor rosa. O atendimento ocorreu normalmente e ao fim, você me pediu meu numero de telefone e disse que havia me achado muito bacana. Eu agradeci, retribuí o elogio e, depois de passar meu numero, peguei o seu para mantermos contato. Nenhum de nós sabia, mas ali começava uma dramática história.

À noite, quando cheguei em casa, lembrei de você: seus cabelos morenos, sorriso metálico, maquiagem moderada, roupas discretas... Me peguei sorrindo e percebi que um sentimento estava nascendo. Peguei meu celular com o propósito de te ligar; disquei os números, mas me faltou coragem. Decidi deixar o tempo resolver as coisas.

No dia seguinte, uma surpresa: meu celular tocando: era você! Atendi no segundo toque:

--- Alô!

--- Eduardo?

--- Oi...sou eu. Tudo bem? Perguntei extremamente nervoso.

--- Tudo e você? É a Suellen.

--- Tudo ótimo. Que bacana você ter ligado.
--- Bom falar com você. Sabe o que é?
--- Ham...
--- Tem um filme bacana no cinema e eu estou sem companhia... Você está disponível no domingo?
--- Que legal! Estou sim; domingo é minha folga. Marcado então?
--- Marcado.
Você estava gostando de mim também. Normalmente as garotas não chamam os rapazes para sair. Isso eu iria descobrir em breve.
Pareceu-me que os dias não passavam para chegar logo o domingo. Enfim, chegou o grande dia. Quando a vi, quase desmaiei tamanha a sua beleza. Você estava com um vestido florido até o joelho (de forma que não a deixava vulgar), cabelos soltos, unhas feitas. Em uma palavra defino sua aparência naquele domingo: radiante. Seu sorriso foi tão belo quando me viu, que ali eu tive a certeza que éramos dois apaixonados.
Aquela tarde ao seu lado foi maravilhosa. Conversamos bastante, demos muitas risadas, assistimos ao filme e ainda tomamos um sorvete. Nunca vou esquecer aquela tarde, onde também nos beijamos pela primeira e única vez. Foi algo espontâneo e muito bacana!
Tudo corria bem, mas aconteceu o inesperado: me transferiram no emprego. Eu, em outras palavras, fui "promovido" e iria ficar seis meses recebendo treinamento no exterior para, quando voltar, ser gerente de setor. O pior é que me avisaram em um dia e eu já viajaria no outro. As passagens, inclusive, já haviam sido compradas - ida e volta dali a seis meses.
Profissionalmente falando, aquilo era o paraíso. Minha carreira caminhava para uma estabilidade sem igual. Mas a minha vida pessoal iria desandar, eu sabia! Liguei para você, te expliquei a situação e choramos juntos no telefone. Disse que estaria de volta em seis meses para ficarmos juntos. Nos despedimos ali, para sempre...
Até aqui, contei tudo o que você já sabia. Mas as próximas poucas linhas serão uma novidade que, com certeza, vai te surpreender e te fazer pensar sobre a atitude que você tomou.
Minha viajem/treinamento foi ótima e, nos seis meses que fiquei fora, adquiri uma experiência muito boa que me rendeu elogios dos meus superiores quando leram meu relatório. Como estava determinado, voltei e conquistei o cargo de gerente do meu setor. Agora só depende de mim para ficar lá o resto da minha vida.
Voltando para a vida pessoal. Cheguei com uma saudade enorme de você. Uma vontade de te ver, te abraçar, te beijar. Cheguei de viajem na sexta e planejava te ver no sábado. É, planejava... mas tive uma surpresa tottalmente inesperada.
Eu sabia que você gostava de flores, e não pensei duas vezes em coprar o buquê mais lindo e cheiroso para te dar. Além disso, me arrumei o melhor possível e fui em direção à sua casa. Que decepção eu tive aquela noite em ver você de mãos dadas e em altos risos com um rapaz. Depois vocês se beijaram, enquanto, no escuro da rua de baixo, eu observava tudo. Para mim, aquilo já bastava. Virei-me e vi uma lata de lixo; joguei o buquê dentro com toda a força em um mix de raiva e tristeza.
Tarde demais.
Talvez você não lembre mais de mim ou talvez sim; não sei. E se não lembra, vai passar a lembrar quando abri essa carta. A gente tinha tudo para dar certo, e você... você fez o que fez comigo sem nem me avisar. Não sei qual será sua reação ao ler isso, e também não quero saber. Faça o que você quiser com essa carta e encare isso como um último adeus.


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