Feed Rodolfo Escritor

sábado, 26 de novembro de 2011

Amizade de Busão


Doce foi o dia em que te conheci naquele “busão” lotado; você parada ali na minha frente.
Eu te olhando durante todo o trajeto e pensando comigo: Eu tenho que falar com ela, eu tenho que falar com ela. Que hilário de minha parte...
E se você não falasse comigo? E se você virasse a cara? Tudo bem, não custava nada tentar.
Tentei...e deu certo! Puxei um assunto muito nada a ver com você (se eu não me engano foi a demora do ônibus, ou o trânsito. Algo do tipo).
Você falou comigo e continuou conversando. Que bacana! Ao nos despedirmos, peguei seu MSN (o que é de lei hoje em dia, não é?), adicionei você e fiquei a espera de nos encontrarmos On.
Quatro meses depois, caminhamos juntos rumo a felicidade. A verdadeira felicidade que nos mostra como a vida é simples: risos, conversas, amizade...
O dinheiro não consegue pagar a amizade e as alegrias que ela traz para nós.
Nessa caminhada, vemos as nuvens que nos ameaçavam se dissiparem para nunca mais voltar.
É a vez do sol: companheiro, parceiro de todos os dias quentes... Inspirador para uma ótima conversa, como todas as nossas.
Uma amizade diretamente do ônibus... Quem diria? Eu nem imaginava, você também não. Mas aconteceu. Ah que bom que aconteceu!
Vamos à praia? No fim da tarde vem aquela brisa... “Sim, claro que vamos, mocinho”.
Sentamo-nos na areia. A praia está quase vazia e os poucos que lá estão nos olham com uma interrogação: porque riem tanto? Qual o motivo de tanta felicidade?
Sinceramente não sei, mas de uma coisa eu sei: infinitos risos dávamos a contemplar o por-do-sol.

Paciência


Mais alguns minutos ao seu lado; mais uma ótima conversa; mais uma troca de olhares. Muito bom! Aliás, tudo ao seu lado se faz bom, melhor, mais interessante... Garota, você tem o poder de fazer os outros se apaixonarem por você. Foi assim comigo, foi assim com outros... O que você faz? Você diz não saber, e a gente vê que é inconsciente, correto?

A culpa não é sua por eu ter me apaixonado por você, minha flor (como eu costumo te chamar). E a culpa também não é sua de ainda gostar de quem não quer mais saber de você. E nesse triângulo ninguém tem culpa...foi tudo o destino.

E agora? Agora, como sempre, sobra para o “tiozão” aqui se dar mal! O que para mim, já é normal. Juro que fiz tudo o que pude para te convencer de que eu era a pessoa certa para você, mas você fez o quê? Pediu um tempo...tempo esse que já corre há vários meses. Tempo, o senhor de razão, que parece estar de mal comigo.

A verdade é o seguinte: quando se tenta uma coisa por muito tempo e não se vê resultado, suas forças acabam. Assim está sendo comigo!

E se não for você? Paciência...

sábado, 19 de novembro de 2011

Dançando na Chuva (Parte 2)


E eu, amante da chuva que sou
Não posso ouvir o barulho de uma
Que já saio correndo...
Dançando na chuva

Numa dessas noites, lá estava eu
Fazendo a minha performance
Quando um rapaz para o carro e fica me olhando
Dançando na chuva

O olhar dele era sincero,
Ele tinha um sorriso misterioso...
Mas foi para ele (e só para ele!) que eu fiquei
Dançando na chuva

Aquela foi apenas a primeira de muitas noites
Que ele iria me ver.
Bastava chover, e ele sabia que eu estaria lá...
Dançando na chuva

Depois de um tempo (várias chuvas, por sinal),
Em uma noite senti meu coração bater mais forte.
O que era aquilo? Não sei, mas eu continuava
Dançando na chuva

Eu queria falar com ele, mas tinha vergonha...
E bastou um sorriso para tudo mudar
Quando vi por mim, estávamos nós dois
Dançando na chuva

Ele dançava bem... e saía comigo em todas as noites de chuva.
Não há sol que pague o quanto nos divertíamos.
Eu e ele; nos molhando...
Dançando na chuva

sábado, 12 de novembro de 2011

Dançando na Chuva


Preciso confessar: minha vida mudou!
Sim, ela mudou depois que eu te vi pela primeira vez.
Aquela noite você estava linda, deslumbrante...
Dançando na chuva.

Não sei se você me viu (acredito que sim)
Mas o que importa é que eu te vi
Aquela noite...
Dançando na chuva.

Parei meu carro só para ficar te olhando
E não me arrependo de ter descido
Para ficar me molhando e ver você
Dançando na chuva.

Poxa, que sorriso, que olhar aquele seu...
Não sei, mas acho que me apaixonei.
Foi maluco, mas só aconteceu porque te vi
Dançando na chuva.

Sim! Dançando na chuva.
É assim que te vejo sempre.
Pego o meu carro e vou te contemplar...
Dançando na chuva.


*Poema classificado em oitavo lugar no VI Concurso de Poesia da UniABC

*Inspirações
  • Have You Ever See On The Rain - Creedence
  • The Adventures Of Rain Dance Maggie - Red Hot Chilli Peppers
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sábado, 5 de novembro de 2011

Um Halloween Inesquecível


Dia 30 de outubro e está quase tudo pronto para o Halloween na escola Neverville, norte do Texas, Estados Unidos. Os alunos estão ansiosos para a grande festa das “doçuras ou travessuras” que o diretor novo preparou. O novo diretor é o Sr. Richard Gibb, um cara muito, muito estranho com umas atitudes nada normais. Ninguém sabe o porque, mas na sala dele tem sempre duas velas de sete dias acesas (uma em cada ponta de sua mesa) e logo acima de sua cabeça, uma bandeira preta com a estrela de seis pontas.


A grande maioria das pessoas encaram o Halloween apenas como uma festinha, uma data comemorativa. Mas essa data tem uma história que poucos conhecem...

Reza a lenda que o Halloween vem de muito tempo atrás, com os celtas antigos que habitavam a Grã-Bretanha e a Irlanda. Na lua cheia mais próxima de 1º de novembro, eles celebravam a festa de Samhain, que significava “fim do verão”. Eles acreditavam que durante essa celebração se abria a porta entre o mundo humano e o mundo sobrenatural, e que os espíritos bons e ruins vagavam pela Terra. Cria-se que as almas dos mortos voltavam aos lugares onde moravam em vida e por isso as famílias separavam comidas e bebidas para seus visitantes do além na esperança de instaurar a paz entre eles. Com o passar do tempo, as comidas e bebidas foram substituídos por doces e guloseimas que são pedidos todo dia 31 de outubro pelas crianças eu nem sabem de onde vem isso.

Richard Gibb tinha uma razão para ser estranho: ele participava (na verdade ele era líder) de uma seita que acreditava nessa lenda e que todos os anos tentavam abrir esse portal, porém sem sucesso. A seita tinha seus encontros, seus rituais macabros a só tinha um grupo selecionadíssimo de treze pessoas que juraram, sob pena de morte, ficarem em silêncio a respeito da seita / sociedade secreta. Após o fracasso do último ano, eles intensificaram suas pesquisas e juraram a si mesmos que se nesse ano não conseguissem abrir o portal, colocariam um fim na sociedade. Não só na sociedade, mas em suas próprias vidas. E após oito meses, suas fontes de pesquisa revelaram o lugar onde seria abertura do portal. Neverville, esse era o local. Pouca gente sabia, mas onde se situava a escola, antigamente era o ponto de encontro de bruxos e bruxas que buscavam o encontro com os espíritos.

Enfim, 31 de outubro. Durante o dia terminaram os preparativos para a grande festa de Halloween: espalharam abóboras e tudo mais pelo pátio descoberto do colégio e terminaram com o estranho pedido do diretor Gibb: estenderam bem alto aquela bandeira com a estrela logo acima do local onde ele faria o discurso de abertura da festa.

Começou a escurecer e a galerinha foi chegando com suas abóboras e bolsinhas vazias; ansiosas por enche-las. As 19h30 Gibb subiu no palanque. Ele estava visivelmente tenso; o que todos estranharam, pois ele era muito frio e nunca se apresentara daquele jeito. Disse algumas palavras e terminou com algo inesperado:

--- Pessoal: gincana! Quem conseguir mais doces ganha essa abóbora (levantou bem alto uma abóbora gigante, de uma cor diferente e um brilho enorme que ardeu os olhos dos alunos). Vão lá,corram e não esqueçam do quê?

--- Doçuras ou travessuras?! Gritou um coro de cerca de 400 alunos presentes.

Pronto, tudo havia funcionado com planejado: ele já havia afastado todo mundo dali. Pegou a abóbora “especial”, tirou de dentro alguma coisa com uma luz muito forte. Abaixou a bandeira e, após colocá-la no solo, colocou “a luz” bem no meio da estrela. E em cada ponta colocou um objeto: um trevo, uma pedra, uma faca, um saquinho com fios de cabelo, um livro de magia negra e ficou de joelhos sobre a ponta que faltava. Os outros doze integrantes saíram de dentro da escola e se juntaram a seu líder para começar o ritual. Deram as mãos e gritaram em uma só voz:

Espíritos, oh espíritos que pairam sobre um plano de nós; voltem! Voltem e pratiquem todo o mal que vocês aguardam tantos anos para isso. Chegou a hora!

Luzes muito fortes começaram a brilhar diante deles, raios no céu, barulhos estrondantes e ensurdecedores... De repente o portal se abre e começa a sair os espíritos. Ouvem-se risadas maléficas por toda parte e um vento muito forte fazemos voar para longe. Apenas um fica estático: Richard Gibb.

Ele abre os olhos e vê os espíritos rondando-o rapidamente enquanto um deles começa a falar alguma coisa em uma língua não identificada por ele. Aquele vento se torna um vento sugador e ele vê seus doze escudeiros, um por um passando na frente dele e entrando no lugar de onde saíram os espíritos; com eles passavam cadeiras, mesas e demais objetos que estavam por perto. Agora ele está assustado, teme ser o próximo. Mas tem o pensamento de que partiria com o dever cumprido caso acontecesse algo com ele.

Somos muito gratos por ter nos libertado, Richard Gibb. Mas não podemos deixar aqui aquele que pode fechar o portal e nos mandar de volta para aquele lugar onde passamos todos aqueles séculos.

Aquela voz grossa e assustadora deveria ser a do chefão. Enquanto isso, o resto da “trupe” espalhava o terror e a destruição em toda a Terra, já que não encontravam suas comidas e bebidas que antigamente eram deixadas para a paz.

De repente algo mudou: toda aquela ânsia para abrir o portal, libertar os espíritos...havia se tornado um pesadelo. Ele estava com medo, mas era o único que poderia acabar com tudo aquilo. Era simples: só precisava quebrar aquele objeto luminoso que estava no centro da estrela. Aquilo era a chave; uma poção descoberta através do livro de magia que também estava em uma das pontas.

Como de súbito, pegou a faca e enfiou com toda a força no plástico onde estava a poção, que vazou todinha na bandeira. Na mesma hora o vento começou a sugar os espíritos para o lugar de onde vieram, até mesmo aqueles que já iam longe... Gritos ensurdecedores se ouvia ali no pátio do colégio Neverville.

Você será o próximo! Disse novamente aquela voz grossa.

Logo depois o portal se fechou. Richard Gibb estava em pânico: “Você será o próximo!”, “Você será o próximo!”. Aquilo não saía da sua cabeça, o mundo dava voltas...

É verdade. Disse ele de repente.

E de repente pegou a faca e sem hesitar a inseriu lentamente no seu estômago. Ele foi o próximo.

A cidade inteira, o mundo inteiro estava em pânico, as pessoas não sabiam o que fazer... Seria difícil explicar o que aconteceu naquela noite de Halloween. Esquecer então? Jamais!

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