Feed Rodolfo Escritor

sábado, 29 de outubro de 2011

Sinto Falta de Você


Anjo bom, amor perfeito no meu peito. Sem você não sei viver”. Acho que Roberto Carlos já disse tudo o que eu precisava dizer. Eu não sei como você está, nem onde está, mas tudo o que fizemos juntos ficou marcado.

Me lembro de tantas coisas, tantos momentos bons que passamos: aquele cineminha na primeira vez que nos vimos (após nos conhecer pela internet). Depois teve aquela noite chuvosa (você se lembra dela?) quando saímos por aí abraçados e trocando muitos beijos molhados sem estar nem aí para a vida. Também me vem à mente lembranças da festa surpresa de aniversário que você organizou para mim... Enfim, foram muitos momentos. Momentos que ficaram e que me fazem entristecer sempre que lembro (cá pra nóis, quase sempre).

Tudo começou diferente já como nos conhecemos: a internet. Tudo bem que é normal vários casais saírem de Redes Sociais, mas você... você é especial! Você tem um jeitinho meigo que me encantou demais.

Foi tudo muito natural, sem forçar nada. Começamos a namorar e... e... você partiu. E levou junto com você um pedaço do meu coração. Porque você se foi? Porque seu pai tinha que ser transferido de emprego logo agora? Não há respostas. Me recordo de você me abraçando, me beijando e em lágrimas, dizendo que tudo estava acabado. Muito triste!

Fiquei e estou triste ainda, porque eu posso dizer que te amei e que, mesmo um ano depois de te ver pela última vez... penso em você, sinto falta de você! Isso se chama saudades e a única coisa que posso afirmar com certeza. O resto, tudo é incerto.

sábado, 22 de outubro de 2011

O Último Texto


Juro! Juro que não aguento mais essa fase que estou passando. Sem dinheiro, sem família, sem uma companheira... Sem ninguém! É assim que me encontro.

Todos falam para eu não desistir, que dias melhores virão, que eu vou sair dessa... Mas depois de tantos anos nessa situação, suas forças fogem de você como a raposa foge do caçador, ou os peixes do tubarão.

Nesse momento estou subindo até o último andar do prédio onde moro; colocarei literalmente um ponto final em toda essa merda que eu estou vivendo (desculpem por me rebaixar, mas esse provavelmente é meu último texto e para mim, não fará diferença palavras bonitinhas ou feias).

Primeiro foi a família: em uma noite de domingo, após discutir com minha madrasta, meu pai me colocou ‘gentilmente’ para fora de casa. O motivo da briga? Bom, eu não tive dinheiro para pagar a fatura do meu cartão de crédito e, ao pedir dinheiro emprestado... vocês já sabem o que aconteceu.

Não tinha para onde ir, não tinha mais ninguém da minha família e tive que pagar uma pensão por algum tempo. Depois, fui “rebaixado” e meu salário diminuiu em 30%.

Tudo isso e mais uma sequência de azares; anos vivendo sem dinheiro, devendo a agiotas e bancos, sem carro, sem casa (quer dizer: eu estou igual ao Seu Madruga: nunca pago o aluguel) e... chega! Cansei de contar desgraça.

Acabo de chegar onde queria e agora encontro-me a setenta e oito andares da morte. Deixo aqui esse meu texto final e espero que alguém o encontre algum dia.

Penso, hesito... Mas não há outra alternativa: vou de encontro ao meu destino.

Adeus!

Seus Efeitos

"Meu peito bate forte, meu corpo estremece, a voz vai embora... É você chegando!"

sábado, 15 de outubro de 2011

"Os Homens que Não Amavam as Mulheres" - Trailer Dublado



Se tem resenha tem que ter o Trailer não é? Então aí vai... Pra você ficar com mais vontade ainda de ler e ver "Os Homens Que Não Amavam as Mulheres"

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres


Mikael Blomkvist, Lisbeth Salander, Erika Berger, Henrik Vanger, Harriet Vanger, Martin Vanger, Dirch Frode, Hans-Erik Wennerstrom... Quem são esses? Personagens principais do primeiro livro da Trilogia Millenium, escrita por Stieg Larsson: sueco, nascida em 1954 na cidade de Skelleftehamn.

"Os Homens Que Não Amavam as Mulheres", que traz suspense e ação do começo ao fim, conta a história de Mikael Blomkvist, jornalista e editor-chefe da revista que dá nome à trilogia. Condenado a três meses de prisão por um artigo, digamos "sabotado". Esse artigo incriminava Hans-Erik Wennerstrom, homem de negócios muito conhecido e respeitado.

Com sua carreira em queda livre, surge Henrik Vanger e propõe a Blomkvist que faça uma biografia da família, que por sinal, é muito grande. Porém, sua missão não é apenas escrever uma biografia da família Vanger, mas também investigar o desaparecimento de Harriet Vanger, desaparecida quando sua família se reuniu para uma reunião de negócios do Grupo Vanger.

A princípio, ele não quer aceitar nem ferrando, mas Henrik faz-lhe uma proposta irrecusável: o contrato seria por um ano e seu prêmio seria a cabeça de Wennerstrom. Contrato assinado!

Em sua jornada de escrita da biografia e investigação do desaparecimento de Harriet Vanger, Blomkvist conhece Lisbeth Salander: uma hacker magrela, genial de um comportamento meio estranho estilo "comigo ninguém pode". Mas apesar disso, ela é super inteligente e descobre tudo o que lhe é ordenado, comçando pela vida inteira do próprio Mikael, a pedidos de Dirch Frode e Henrik Vanger.

Escrito de uma forma sensacional, "Os Homens Que Não Amavam as Mulheres", é um livro de ficção policial que vai te prender e te surpreender a cada página. Vou correndo para a libvraria comprar o segundo volume da série: "A Menina Que Brincava Com Fogo", que traz por personagem principal Lisbeth Salander e dois assassinatos. Mas isso é tema para uma futura resenha.

Premonição 5


A morte está de volta no quinto filme da série “Premonição”, ou “Final Destination” se preferir. Dessa vez, o personagem principal se chama Sam (Nicholas D’Agosto). A Premonição acontece a caminho do local: uma ponte em construção. Após ver o que iria acontecer, ele dá o aviso:

--- Temos que sair, essa ponte vai cair!

Nisso, a primeira pessoa que ele chama e puxa pelo braço é sua ex (que era namorada até algumas horas antes) Moly (Emma Bell), depois vão: seu chefe Dennis (David Koechner), seu melhor amigo Peter (Miler Fisher) e seus companheiros de trabalho: Olívia (Jacqueline MacInnes), Isaac (P. J. Byrne), Nathan (Arlen Escarpeta) e Candice (Ellen Wroe).

Não vou descrever todas as mortes porque se não vai perder a graça, não vai ser surpresa... Mas como já era de se esperar, os oito escapam e tem que lhe dar com a fúria da morte, que não se deixa ser enganada. Nem quando se passa a vez de morrer...

Para saber mais só assistindo mesmo. Ah, e uma dica: assistam em 3D e preparem-se para ver muito, muito sangue com umas mortes muito ferradas (para não falar outra coisa) dignas de “Premonição”... Vale muito a pena.


sábado, 8 de outubro de 2011

Uma História Com Um Final Não Feliz


Sem data para não ficar no passado e para não se lembrar no futuro dessa triste história. História essa em que seu personagem principal, infelizmente, não teve um início, meio ou final tão feliz...

Estou falando de Adalberto. Afro-descendente, sem pai desde os dois anos de idade quando foi obrigado a fugir de casa com sua mãe. Essa que, por sua vez, era de um mundo obscuro: o das drogas e da bebida. Ele nunca citou o nome dela; deve ter seus motivos...

Aos sete anos de idade, Adalberto morava em uma favela de São Paulo e estava em seus primeiros anos na escola. O Bullying era seu parceiro há tempos. Isso é fato! Cor, classe social, “família”... Por isso tudo e mais um pouco ele era zoado na escola. Certa vez, as brincadeiras passaram dos limites e ele acabou reagindo: na hora do intervalo ele e seu agressor saíram rolando no chão. A galera, como já é de se esperar nessas ocasiões, formou uma rodinha em volta e começou a gritar: “Briga, briga, briga!”. Conclusão de tudo isso: ele foi expulso da escola. O diretor argumentou que ele tinha agredido o “moleque”, que saiu bem machucado da briga.

Morando em um barraco e com uma vida completamente infeliz, Adalberto queria mudar essa situação. Quando ele tinha seus treze anos, sua mãe o deixou. Mas ela não iria voltar nunca mais; havia morrido de cirrose em decorrência das altas doses de álcool que consumia diariamente.

E agora, o que seria dele? Para onde iria? O que faria da sua vida dali para frente? A única solução que ele encontrava era a de procurar a ajuda da avó, que morava na mesma cidade. Os dois foram separados pela mãe logo quando ele era pequeno. O motivo: ninguém sabia e jamais saberia! Ela nunca contou.

Sem ter para onde ir, achou um cantinho na casa da avó, que o recebeu com maior carinho. Ela morava num bairro nobre, onde ele não era mais zoado pelos vizinhos ou por qualquer um que passava na rua. Agora era uma nova vida, um novo começo.

Chegou a idade e o que era de se esperar, aconteceu. Adalberto arrumou uma namorada (muito bonita, por sinal) e, aos dezenove, principiava na faculdade cursando Medicina. Havia conseguido um bom emprego, ia bem nos estudos, mas algo mudou totalmente a trajetória da sua vida: um tiro nas costas durante um assalto enquanto ele voltava de uma festa com a namorada o deixou quase sem vida. Quinze dias na U.T.I., quando os médicos já não tinham mais esperança, ele abre o olho... seus batimentos cardíacos voltam ao normal e, como numa mágica, ele volta à vida. Porém, havia algo errado: suas pernas. Ele não sentia suas pernas, não conseguia movê-las. Estava paraplégico! Ficou muito abatido ao saber da notícia, mas a avó e a namorada (que eram sua família) deram aquela força e o reanimaram.

Com seus movimentos reduzidos à parte de cima do corpo, ele descobriu que tinha um dom: o dom da escrita. E se pôs a escrever. Escrevia sem parar: contos, crônicas, livros... Fazia daquilo o seu passatempo. A essa altura sua agora noiva já havia se mudado e, juntamente com a avó, faziam uma família feliz.

Mas, como eu disse no início, o final não é feliz e não tem data, nem idade para que a tragédia não seja lembrada no futuro.

À noite, quando todos dormiam, houve um vazamento no botijão de gás. O odor tomou conta da casa e invadiu o andar de cima, onde eles dormiam. O gás entrou nas suas narinas e matou todos asfixiados sem nenhuma chance de lutar para se salvar. Adalberto ainda acordou com o cheiro, já sufocado... Não conseguia falar, tentava gritar, mas a voz não saía. Nessa hora as pernas lhe fizeram muita falta. Foi uma morte ainda mais trágica que as outras duas, pois ele morreu agonizando. Sofreu até a hora em que não aguentou mais e seu pulmão encheu de gás. Trágico fim de uma família feliz.

Esse relato é para provar que nem todas as histórias têm um final feliz e que a vida não é um mar de rosas como queremos acreditar que ela é. Temos que encarar a realidade e sermos fortes, corajosos e perseverantes. Peguemos o exemplo de Adalberto, que não abaixou a cabeça em nenhum de seus obstáculos.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Escrever


Muita gente fala que é perda de tempo, que não leva a nada, “que isso...”, “que aquilo...” Escrever é algo totalmente inusitado, sem noção e cá, pra nóis, muito louco! No papel, muitas vezes você solta o que quis dizer e não conseguiu, ou não pôde; você se declara; você xinga, esculacha... Pô, tem algo melhor que isso? Freedom, freedom! Aqui você é livre.

Contos, crônicas, artigos, poemas, poesias, relatos; tristes, alegres, amorosos, humorísticos ou de terror. Percebeu ao o que eu quis dizer? Galera, escrever é também ser flexível, contar um pouco de tudo. E mesmo que você só goste de Contos, algum dia na sua vida você já fez, ou vai fazer uma Crônica ou uma poesia.

Me arrependo por demorar tanto tempo para fazer este blog. Sei lá, eu tinha medo de não dar conta do recado, de faltar texto para postar... Mas Sérgio Simka disse em uma de suas aulas de Língua Portuguesa que, a partir do momento em que você aceita esse, digamos, “desafio” de sempre ter alguma coisa nova para blogar, automaticamente você mesmo se “força” a escrever e nunca vão faltar novidades. Digo isso por experiência própria! E tudo isso é verdade, pois desde que comecei com o blog, nunca me faltaram textos. Pelo contrário, sempre tenho mais de dois, três na fila de espera.

Escrever é atualizar-se. Escrever é desenvolver-se. Escrever é... bom, eu já defini; agora é a sua vez.


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