Feed Rodolfo Escritor

sábado, 24 de setembro de 2011

Acabou


Sabe, já faz tempo que eu queria te falar das coisas que trago no peito...”. Alguém conhece? Essa frase é da música “Versos Simples”, da banda Chimarruts. A música, que sempre está presente na minha vida, marca presença em mais esse texto.

Começando tão drasticamente o texto, a frase relata como eu estava dias atrás. Situação difícil essa de gostar de uma pessoa e não poder (ou não querer) falar. Aí o povo pergunta: “Você é doido, bebeu?” Não, não! Eu tenho meus motivos. Pô, não quero estar ao lado de uma pessoa durante uns dois anos e depois ter que dizer adeus. Entenda, seus planos são diferentes dos meus e nossas ideias não se batem. Consequência: eu sofri, e ainda estou sofrendo por causa disso. Até agora dói o coração quando lembro o momento em que você me disse, com a maior alegria, que estava saindo com um cara. Meu mundo desabou, minhas forças foram embora e só me restou um sorriso falso para mostrar que estava alegre por você... mas triste por mim.

Aí você me pergunta:

--- O que é que eu tenho a ver com isso?

Nada, simplesmente nada! O culpado sou eu que nunca disse nada pra você. Não acredito que você leia mentes ou coisas assim. Portanto, realmente a culpa não é sua.

E nesse momento difícil que eu estou passando, recebo uma mensagem que me diz em forma de conselho: “afaste-se, desapegue...”. Mensagem do século! Chegou na hora certa e está me ajudando muito. Essa é à medida que eu estou tomando: me afastando de você. Infelizmente fui obrigado a isso.

A vida continua...


Abraço de Amigo

Quem acompanha o blog, sabe que escrevo de um tudo um pouco por aqui. Reflexões, frases, opiniões, textos fictícios (românticos, tristes, humorados...). Alguns textos são bem profissionais, outros são relatos do que acontece comigo no dia-a-dia. Eis mais um!

Entre Facebook, Twitter, MSN e tudo mais, quem me conhece sabe que uso muito mais o Twitter. Sei lá: cheguei, parei, gostei... Poder colocar em frases o que a gente sente é um desafio bacana, principalmente quando usamos apenas 140 caracteres, não é?

Há alguns dias, eu estava mal, desanimado. Sabe essas recaídas que todo mundo tem algumas vezes? Pois é, esse foi o meu dia. Estava acessando em uma Lan House e twittei que precisava de um abraço, ou algo assim. Não deu cinco minutos e um amigo de Lan me assusta ao me dar um abraço. Poxa, fiquei muito feliz em saber que tem gente do meu lado não só para rir comigo, mas também para me apoiar nas horas difíceis.

O amigo é aquela pessoa que vai te apoiar na hora em que você mais precisará. Aquele que dirá a verdade e não passará a mão na sua cabeça quando for o seu momento de opinar. E um abraço de amigo nos momentos difíceis faz muita diferença. Eu fiquei bem feliz, me deu um ânimo e forças para continuar.

A dica de hoje é: nunca rejeite um bom abraço de um verdadeiro amigo!

sábado, 17 de setembro de 2011

"Sainha" Vermelha


Apresento-lhes Adriana: estudante do ultimo semestre de Letras e professora estagiária de Português. Planejando uma de suas aulas para uma sala de 3º ano do Ensino Médio, lembrou-se por algum motivo das aulas (na verdade, de uma aula específica) de Literatura Infanto-Juvenil. Lá no segundo semestre, a professora deu uma aula sobre as várias versões que temos dos contos de fada e pegou a “Chapeuzinho Vermelho” como exemplo. Foi comprovado, através dos livros levados pelos alunos, que há muitas (muitas!) versões da história. Incentivada por essa aula, ela elaborou uma atividade: escrever uma história que estivesse relacionada de algum jeito com “Chapeuzinho Vermelho”. O resultado foi proveitoso: ela gostou de todas as histórias, mas uma especial lhe chamou a atenção. Falava de atualidade, a Chapeuzinho Vermelho do século XXI que foi chamada pelo autor de “Sainha Vermelha”. Dizia assim:

Havia uma menina muito gatinha chamada Rafaela. Ela tinha dezesseis anos, era funkeira de plantão e estava no 1º ano de Ensino Médio. Era uma garota que gostava muito de vermelho e que sempre saía na rua mostrando “seus pernão” (como diriam os rapazes de português bem dito). Mas cá pra nois, eram umas pernas que... bom, vamos adiante.

Sua mãe sempre lhe avisava para ter cuidado com essas festas que ela ia. Bailes funk, heavens, enfim, sabia que o caminho que a filha estava seguindo não era dos melhores.

Com quinze anos, já tinha vivido algumas aventuras como sexo, drogas e bebidas. Sem contar no aborto clandestino que ela fez. Mas acho que ela fazia por onde, não é? Acho que sair na rua com o vestido estilo Geisy Arruda mostrando a calcinha era meio, digamos, chamativo. E ela... ela gostava. Em uma das centenas de bailes funk que ela já havia ido com essa idade, alguns homens a pegaram e, não contra a vontade dela, subiram seu vestido até acima da calcinha. Nossa, os caras deliravam, enquanto ela colocava o dedo indicador pensa aonde... Essa é apenas uma de suas experiências. E com isso tudo, esqueci de dizer que, por andar sempre de vermelho, e quase sempre de saia muito curta (vermelha), deram a ela o apelido de “Sainha Vermelha”.

Um certo dia, sua mãe mandou ela ir até a casa da sua avó (que morava pertinho) levar o dinheiro da sua aposentadoria.

--- Filha, pegue esse dinheiro e leve para a sua avó. É a aposentadoria dela.

--- Tudo bem ,mãe.

Rafaela estava “normal’ aquele dia. Vulgar como sempre com suas belas coxas de fora e um superdecote.

--- Filha, por favor, vista uma roupa menos extravagante. Você vai acabar se dando mal qualquer dia desses.

--- Ah mãe, relaxa! Eu sou gostosa mesmo. Tenho que mostrar meu “corpitxo”.

A mãe não respondeu; ela considerava a filha como um caso quase perdido.

A casa da avó não era muito longe, mais ou menos uns vinte minutos a pé. Rafaela sabia que todos olhavam para ela quando passava e, de propósito deixou uma moeda cair em frente a um certo carinha que ela considerou “bonitão”. Não teve vergonha nenhuma de virar as costas para ele e mostrar tudo o que tinha direito ao abaixar para pegar a moeda. O cara se excitou na hora e percebeu o sinal; a bola que ela estava dando para ele. Resolveu ir até ela. Uma coisa ela não sabia: estava lidando com uma bonitão... estuprador!

--- Oi gatinha. – Disse ele

--- Oi bonitão. – Respondeu.

--- “Ta” tudo bem?

--- Sim, sim. Já peguei a moeda.

--- Então beleza. Você está indo aonde?

--- Para a casa da minha avó.

Ela explicou a rua e ele falou:

--- Eu estou indo lá para perto, quer carona?

--- Ah eu quero!

Mal sabia ela o que iria acontecer. Ao entrar no carro, o rapaz começou a acariciá-la. Partiu da coxa e foi subindo. O negócio estava esquentando e ela gostando. Quando o cara apertou com força seu seio ela ficou com medo. Nunca havia tido aquela sensação, já que ia para a cama com um e outro (e sabia que isso iria acontecer com os dois). Mas ela estava estranha. Já não estavam mais no caminho da casa da sua avó e de repente ela avista um motel. Ela olha para ele, que sorri e dá uma piscadinha.

Eu nem preciso falar o que rolou no motel, não é? Mas preciso citar o que aconteceu depois. Após ter o prazer com Rafaela (que era muito boa de corpo e de cama, pensou ele), o cara não esqueceu de seus instintos. O medo dela havia passado quando entraram no motel. De repente, ele entra em um caminho estranho que só tem mato e o medo volta. Ele pára o carro, sai e abre a porta dela, que desce assustada. Daí ele parte para a agressão e a pega a força. Ela começa a gritar e ele diz:

--- Pode gritar! Ninguém vai te ouvir aqui. Não fez o que queria, que era ir para a cama comigo? Acho que você gostou...

Rafaela via a maldade nos olhos dele e disse em defesa:

 ---Acho que você também gostou. Vamos fazer de novo? – Disse ela se fazendo sensual.

--- Claro que vamos, mas agora do meu jeito.

Estuprou-a . Ao fim, foi se lavar no rio que estava do lado deles enquanto ela chorava com dores no corpo e ainda, para piorar, com olhos vendados. Ela temia por sua vida e sangrava. Não conseguia mais gritar por causa da mordaça que o cidadão havia colocado.

Quando ele voltou, tirou o resto da meia-calça quase transparente que ainda restava no corpo e a deixou totalmente nua.

--- Gostosa! Vagabunda! Não queria? Agora toma!

Ele estava começando tudo de novo. Ela pensava: “que gás!”. Àquela altura do campeonato estava inerte e esperando o pior. E o pior chegou. O cara tirou a venda, acariciou-a todinha novamente e pegou-a nos braços.

O que no início foi prazer, acabou no pior. Ele amarrou-a e jogou-a no rio. Consequentemente, morreu afogada. Só acharam o corpo cinco dias depois. Aquele belíssimo corpo, gélido, cheio de hematomas e nu, mostrava o triste e prematuro fim de uma garota que não soube ouvir os conselhos da mãe, nem cuidar de si própria. Ou melhor, não soube tomar as decisões certas.”



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Amor de Twitter


É incrível como o mundo gira, não é? É... é... acho que vocês não entenderam nada! Deixa eu me apresentar primeiro: Eu sou o Rodrigo, tenho 23 anos, trabalho com assessoria de imprensa e... sou viciado em internet (redes sociais principalmente). E entre essas preferências, está o Twitter, minha rede social favorita. Ah, escrever em apenas 140 caracteres é muito legal. Na minha opinião, a pessoa tem que ser muito “fera” (já viram ou ouviram isso em algum lugar?). E foi no Twitter que conheci minha amada, linda, maravilhosa, perfeita e dedicada (agora esposa) Thainá. Será que eu exagerei nas qualidades? Não, faltam algumas ainda... Mas enfim, esse é o primeiro texto que escrevo desde a redação do Enem que me permitiu estudar Jornalismo, portanto, não fiquem me zoando se alguma expressão não for bem dizida, ops, dita.


Thainá e eu nos conhecemos, digamos, de uma forma meio estranha. Normalmente o povo fala que o Orkut, o Facebook e o MSN formam vários casais, mas um casal (ah, lindo casal!) saído direto do Twitter... Bem, costumamos falar que éramos prometidos um para o outro. Me deu vontade rir agora me lembrando das nossas conversas. Normalmente eu faria “kkkkk”, ou “rsrsrs”, ou “hehehe”, ou “ushaushausha”, ou a preferida dela: “HAHAHA”. Mas como isso é um texto formal eu colocarei um discreto: (risos)

Na época em que eu tinha apenas uns trinta e poucos mil seguidores (hoje tenho mais de quatro milhões e já passei até a Lady Gaga) foi quando a conheci. Sei lá, meu processo de “seguimento” (é assim que se fala?) de uma pessoa é aleatório. As vezes acho interessante, com a ‘Bio’ bacana (para quem não é tweeteiro, a ‘Bio’ é sua frase de apresentação) e sigo. Quando encontrei a Thainá, a Bio dela estava mais ou menos assim:

Escritora, estudante de nutrição e apaixonada por músicas e seriados”.

Pô! Na hora eu falei: - Achei a mulher da minha vida. Deixa eu explicar:

  • Escritora : quando jovem, eu também escrevia, tinha blog e tals... Com o tempo, fui ficando sem tempo (ham?) e tive que parar com meus escritos.
  • Apaixonada por músicas e seriados: Nossa! Eu nunca vi duas pessoas tão parecidas como nós somos. Músicas e seriados fazem parte da minha vida até hoje. Inclusive, lembro aqui de vários papos que a gente teve sobre música envolvendo cantores como: Jason Mraz e Tiago Iorc e bandas como: Red Hot Chilli Peppers, Ultraje a Rigor, entre outros.
  • Estudante de nutrição: Essa parte me fez perceber que eu nunca iria engordar com uma Nutricionista em casa (estou brincando, amor. Eu te amaria também se você fosse enfermeira...).

A gente se deu bem desde a primeira conversa, só que havia um pequeno problema: ela morava no Paraná e eu em Sampa (São Paulo para os cultos). Nada que um avião não resolvesse. Com o tempo fomos descobrindo mais coisas em comum como estilos musicais (ah, foi mal! Eu já falei esse), vontade de xingar os outros e não poder, investidas nos(as) companheiros(as) errados(as), etc.

A gene se tornou tão coisado (desculpem, me fugiu a palavra) que sonhávamos um com o outro. Era doideira! E isso foi na época em que eu escrevia e fiz vários textos inspirados nela. Daí, comecei a chamá-la de “musa da inspiração”. Nós riamos bastante...

Não sei se já estou escrevendo demais. Se sim, to nem aí, o texto é meu!(risos). Se não, continuarei a escrever mais um pouquinho. Agora preciso falar do destino: quem acredita nele? Minha opinião não vale, apesar de não tê-la. Continuando... Tínhamos os dois dezoito aninhos e chegava a minha hora de prestar vestibular, ou o Enem, no caso. Estava disposto a ir para qualquer lugar do Brasil em busca do meu sonho de ser jornalista. É engraçado... Adivinha aonde eu fui parar? Alguém tem dúvidas que foi direto no Paraná? Ha! Eu fiquei de boca abrida, ops, aberta quando vi o resultado pela boa e velha internet. E como se não bastasse, era na mesma faculdade que ela estudava. Bom, depois dessa vou terminar por aqui...

--- Não! – Grita ela lá da sala quando eu conto para ela. Termina aí, meu!

Ah, só porque ela pediu com carinho!

Me despedi dos meus queridos pai e mãe (amo vocês também!) e parti. Nossa, quando eu contei isso para ela no Twitter, ela ficou “mó” alegre e disse que assim que eu tivesse um tempinho quando chegasse lá, ligasse para ela. Cheguei as 8h00 de algum dia aí que nem me lembro mais qual foi. Para a noite, nós já havíamos marcado de comer Doritos e Coca-Cola. Foi simplesmente demais. Aquele dia especial não sai da minha caixola até hoje. A partir daí, começamos a nos ver com frequência na faculdade e nos fins de semana pegávamos aquele cineminha básico com Mc Donald’s na saída.

Não deu outra. Começamos a namorar um mês depois (em conversas mais tarde, confessamos que gostávamos mesmo um do outro e que nossos planos eram os mesmos). Daí para frente é só alegria. Terminamos nossas graduações há três anos, nos casamos... Peraí! Uma pausa na história para falar que a lasanha que a mãe dela fez quando nos casamos era sensacional! Inclusive me deu uma dor de barriga depois, mas isso não vem ao caso...

Voltando à historia. Já tínhamos uma graninha legal para bancar nossa casa e ainda contamos com a ajuda dos nossos pais. No ano passado, me transferiram para trampar (trabalhar para os cultos) no Rio de Janeiro e fomos obrigados a vir para cá. Porém, nossa casinha está lá bonitinha e nas férias vamos para lá. Ah, quem gosta muito de lá é nossa princesinha. Ela adora!

E é isso aí. Hoje somos muito bem loucamente casados, temos uma filha e (babem agora!) moramos em um dúplex de frente à praia de Copacabana. Não era para humilhar, juro!


Bom, quanto à parte que falei que não escrevia desde a redação do Enem, era brincadeira, tá? Era só para não falarem um monte se eu errase algumas expressões. Mas depois que a Tha (acreditem, é a primeira vez que a chamo assim e ela gostou) leu e aprovou, não tenho mais o que temer.

Chega, acho que já escrevi demais! Agora me dá licença que eu preciso passear com meu pequeno cachorro Pastor Alemão (o Capitão) ali na praia...




LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Ocorreu um erro neste gadget