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sábado, 31 de dezembro de 2011

Ano Novo Longe da Mamãe


Depois de escrever de última hora o conto “Assassinato no Natal”, não tinha projetos de escrever nada para o ano novo. Alguns amigos até me perguntaram o porque da minha decisão. Sem respostas! Apenas não havia nada em mente.

Para o ano novo, nada de ficção. Só quero deixar aqui meu desabafo, um grito preso na garganta e que não pode ser solto. Esse é o quarto ano que passo longe da minha mãe e nesses tempos de Natal e Ano Novo, por algum motivo, sinto mais a falta dela do que senti nos últimos anos. Não que nos outros a saudade não tenha sido grande, mas é que esse ano foi diferente para mim. Alguns problemas pessoais me deixaram muito mal, abalado com a vida... E nesses momentos em que eu mais precisei daquele abraço de mãe que não tem outro igual, eu não a tive por perto.

Falando assim até parece que eu não tenho pai. Tenho sim e gosto muito dele, mas nossa relação não é tão próxima como antes, embora moremos juntos.

O grupo de rap gospel Ao Cubo diz em sua música “Filhos”, o seguinte:

“Não sou mais aquela criança contente, nem você aquele pai tão presente...”

O tempo me trouxe experiências e aprendizados e com isso aprendi a lidar com certas situações. Não que meu pai não me apóie, mas (como posso dizer?)... Sei lá! Tenho que admitir que não tenho tanto apego a ele. Sempre fui mais apegado a minha mãe e sei que isso vai durar para a vida toda.

Enfim...não vou estender esse desabafo, pois a ideia aqui não é quantidade. Apenas encerro falando da grande saudade que eu tenho da “véia” (como eu carinhosamente a chamo). Embora estejamos separados por mais de 2.000 km, no coração estamos unidos, juntos para sempre... Te amo mãe!


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